Seis pacientes no Rio de Janeiro, que aguardavam transplantes na fila da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RJ), foram diagnosticados com HIV após receberem órgãos contaminados pelo vírus. Este é um incidente inédito no serviço de transplantes do estado e está sendo investigado pela SES-RJ, pelo Ministério da Saúde e pela Polícia Civil.
A falha teria ocorrido no PCS Lab Saleme, laboratório privado contratado em dezembro de 2022 para realizar exames de sorologia em órgãos doados. O laboratório, localizado em Nova Iguaçu, teria sido responsável por atestar falsamente que os órgãos estavam livres de infecções. A SES-RJ, em resposta, interditou o laboratório e a Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil assumiu a investigação, junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj).
O erro foi descoberto em setembro, quando um dos transplantados apresentou sintomas neurológicos e testou positivo para HIV, apesar de não ter o vírus antes do procedimento. A partir disso, uma nova análise foi feita, revelando que outros órgãos transplantados também estavam infectados.
Em janeiro deste ano, um coração, rins, fígado e córneas foram doados, e o laboratório atestou que todos os órgãos estavam livres de HIV. Contudo, ao refazer os testes com material armazenado dos doadores, a SES-RJ confirmou a presença do vírus nos órgãos transplantados. Pacientes que receberam os rins também foram diagnosticados com HIV, enquanto a pessoa que recebeu a córnea testou negativo.
A SES-RJ já transferiu a responsabilidade dos exames de sorologia para o Hemorio e anunciou que serão retestadas amostras de 286 doadores, como medida de segurança para futuros procedimentos.
O que a SES-RJ diz
“A Secretaria de Estado de Saúde (SES) considera o caso inadmissível. Uma comissão multidisciplinar foi criada para acolher os pacientes afetados e, imediatamente, foram tomadas medidas para garantir a segurança dos transplantados.
O laboratório privado, contratado por licitação pela Fundação Saúde para atender o programa de transplantes, teve o serviço suspenso logo após a ciência do caso e foi interditado cautelarmente. Com isso, os exames passaram a ser realizados pelo Hemorio.
A Secretaria está realizando um rastreio com a reavaliação de todas as amostras de sangue armazenadas dos doadores, a partir de dezembro de 2023, data da contratação do laboratório.
Uma sindicância foi instaurada para identificar e punir os responsáveis. Por necessidade de preservação das identidades dos doadores e transplantados, bem como do encaminhamento da sindicância, não serão divulgados detalhes das circunstâncias.
Esta é uma situação sem precedentes. O serviço de transplantes no Estado do Rio de Janeiro sempre realizou um trabalho de excelência e, desde 2006, salvou as vidas de mais de 16 mil pessoas.”
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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