Roni Peixoto, de 51 anos, apontado como braço direito de Fernandinho Beira-Mar em Minas e um dos pioneiros no tráfico em Belo Horizonte, foi assassinado na porta de casa, na manhã desta segunda-feira (11), no bairro Santa Matilde, em Santa Luzia, na região metropolitana. O ex-traficante estava chegando no imóvel quando foi surpreendido por dois homens em um carro prata.
Segundo o sargento Anderson Romualdo, do 35° Batalhão de Polícia Militar, o ex-traficante estava abrindo o portão de casa quando foi abordado pela dupla. Ele abriu parte do vidro do carro para falar com os suspeitos e foi morto com vários tiros, que o atingiram na cabeça e no peito.
Roni Peixoto não conseguiu nem parar o carro enquanto entrava na garagem. O veículo desceu e bateu em outro automóvel que estava estacionado na rua. As duas pessoas que estavam no carro não se feriram, mas um dos tiros acertou o para-brisa. Ainda assim, quem presenciou a cena descreveu o susto.
"Estou me sentindo aliviado, porque o tiro acertou o para-brisa e poderia ter nos acertado. Foi um livramento. Devem ter sido uns 20, 25 tiros", descreve o pedreiro Anatanael de Almeida, que mora no mesmo lote que Roni Peixoto e estava saindo para trabalhar.
Vizinhos do ex-traficante ouvidos pela reportagem disseram que ele era uma pessoa tranquila e que tinha ser tornado evangélico há pouco tempo. Alguns deles não tinham ligado o nome à pessoa; outros, contaram que sabiam quem ele era e, mesmo assim, não temiam ser vizinhos dele. Ninguém quis gravar entrevista.
A Polícia Militar ainda não tem informações sobre os suspeitos, já que a dupla fugiu após o crime, ocorrido por volta das 6h30. Mas, tanto na rua quanto na própria casa de Roni Peixoto há câmeras de segurança, que podem ajudar a entender como tudo ocorreu. Perícia e rabecão estão no local.
Histórico
Roni Peixoto vivia em Santa Luzia há cerca de um ano, após ser solto para cumprir pena em regime domiciliar. Segundo o sargento Anderson Romualdo, ele havia deixado o mundo do crime e "se regenerado", procurando apoio religioso.
Ele tinha seis passagens pelo sistema prisional, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e foi preso pela primeira vez por tráfico de drogas em 1995, quando foi indicado como braço direito de Fernandinho Beira-Mar em Minas Gerais.
Roni cumpria pena total de 35 anos e o último período que passou encarcerado foi entre julho de 2018 e abril de 2019. "Ele foi liberado por alvará de soltura concedido pela Justiça, condicionado a prisão domiciliar", explica a pasta.
Roni também cumpriu pena em estabelecimentos da Polícia Civil.
Por O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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