A partir do próximo ciclo letivo, marcado para iniciar em 5 de fevereiro, os alunos das escolas estaduais de Minas Gerais serão submetidos a um diagnóstico socioemocional, conforme anunciado pelo secretário de Estado de Educação, Igor de Alvarenga, nesta terça-feira (30). O intuito do projeto é identificar desequilíbrios entre os estudantes, visando prevenir possíveis casos de violência escolar, como o lamentável ataque a uma escola em Poços de Caldas, que resultou em uma morte no ano de 2023.
O secretário enfatiza que o foco não é apenas tratar incidentes específicos, mas sim promover uma abordagem abrangente. "Trabalhar as competências socioemocionais desses estudantes não é uma ação pontual. É uma abordagem mais ampla. Ao desenvolvê-los, buscamos proporcionar autoconhecimento e habilidades para lidar com suas emoções", destaca Alvarenga.
Além da prevenção de situações de violência, a iniciativa pretende fortalecer a abordagem de questões relacionadas à saúde mental, como depressão e ansiedade. O secretário ressalta que a intervenção será realizada sob uma perspectiva educacional, encaminhando casos mais intensos e específicos para a área de saúde quando necessário.
A primeira etapa do Projeto Socioemocional está agendada para 6 de fevereiro. Nesse dia, funcionários e alunos das escolas responderão a um questionário elaborado em colaboração com a Polícia Militar, abordando temas como percepção da segurança na comunidade, ocorrências de furtos e brigas. No final de fevereiro, os alunos completarão outro formulário, focado em questões emocionais pessoais.
Com base nos resultados desses questionários, serão identificadas as escolas prioritárias, construindo-se uma matriz de risco em parceria com a PM. Geniana Faria, secretária-adjunta estadual de Educação, explica que essa matriz permitirá à polícia entender quais escolas enfrentam mais casos de agressão, orientando o reforço da Patrulha Escolar e do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).
Após essa avaliação, o governo planeja contratar articuladores socioemocionais para todas as escolas. Esses profissionais elaborarão planos de acompanhamento específicos para cada unidade, atendendo às demandas identificadas. Os funcionários das escolas passarão por treinamento para colaborar efetivamente com essas abordagens.
Geniana destaca a importância de uma abordagem atenta e personalizada, ressaltando que o governo pretende encaminhar estudantes diagnosticados com problemas de saúde mental para o Núcleo de Atenção Educacional (NAE). Nesse local, eles receberão acompanhamento de psicólogos e assistentes sociais.
Segundo informações do governo, existem 230 grupos como esses distribuídos nas 853 cidades mineiras, contando com 460 profissionais trabalhando em duplas.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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