O marido da médica Juliana Pimenta Ruas El Aouar — encontrada morta em Colatina, no Espírito Santo — e o motorista do casal tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo, na tarde desta segunda-feira (4). Eles haviam sido presos em flagrante ainda no sábado (2), dia da morte da psiquiatra.
O marido da médica, de 44 anos, que é ex-prefeito de Catuji, cidade no Vale do Mucuri, é suspeito de feminicídio, conforme a Polícia Civil do Espírito Santo. O motorista do casal, de 52 anos, também é investigado. Ele foi preso, a princípio, por homicídio. Ambos estão detidos no Centro de Detenção Provisória de Colatina.
Juliana foi achada morta em um quarto de hotel na manhã do último sábado (2 de setembro). Segundo o boletim de ocorrência, ela estava muito machucada. A reportagem teve acesso ao atestado de óbito. Conforme o documento, as causas da morte foram:
• Hipoxemia (pouco oxigênio no sangue);
• Asfixia mecânica;
• Broncoaspiração (entrada de elementos estranhos na via respiratória, como alimentos);
• Traumatismo cranioencefálico;
A reportagem também teve acesso ao boletim de ocorrência do caso. Veja abaixo detalhes do caso:
O começo
A Polícia Militar foi acionada na manhã de sábado (2 de setembro) para um possível homicídio em um hotel no bairro Benjamim Carlos dos Santos, em Colatina. No local, o gerente informou aos militares que Juliana estava hospedada em um quarto com o marido e, em um apartamento no mesmo andar, estava o motorista do casal.
O gerente também contou que, na madrugada, outros hóspedes haviam reclamado do barulho vindo do quarto do casal. Ainda conforme relato do gestor, de manhã, o marido teria ido à recepção muito alterado, querendo pagar a conta e dizendo que a esposa havia passado mal e desmaiado. Neste momento, o Samu foi acionado e, chegando ao local, confirmou morte de Juliana.
Investigações
Diante da informação de que poderia se tratar de um homicídio, os militares localizaram o marido e o motorista e acionaram a perícia. Ainda conforme o registro policial, um policial civil iniciou as diligências pelas câmeras de segurança, que mostraram tanto o marido quanto o motorista entrando e saindo do quarto onde estava o casal durante a madrugada.
O policial civil, então, questionou o marido, que disse que a esposa havia passado por uma cirurgia na sexta-feira (1º de setembro). Após o procedimento, eles teriam ido a uma churrascaria em um posto de combustíveis e ido dormir felizes, por volta de 20h de sexta-feira. Ainda segundo o marido, ele acordou às 8h de sábado, com a esposa já desmaiada, possivelmente morta, e foi orientado pelo Samu a colocá-la no chão do quarto para reanimá-la.
Versão do motorista
Já a versão do motorista, conforme o boletim de ocorrência, é de que o marido de Juliana Pimenta o teria chamado para ir ao quarto do casal, pois a mulher estaria precisando de ajuda após cair no banheiro. Porém, os suspeitos não apresentaram a mesma versão com relação ao cenário encontrado: quarto revirado, com garrafas de cerveja, sangue nas roupas de cama e vidros de remédio quebrado.
Os peritos também verificaram que a janela do quarto estava aberta e verificaram se algo havia sido jogado para fora do quarto. No chão do estacionamento, bem abaixo da janela do quarto, foram localizados um frasco quebrado do remédio ketamin, além de várias guimbas de cigarro.
Suspeitas e prisões
Diante das contradições identificadas pela polícia nas falas dos suspeitos, ambos foram conduzidos para a Delegacia Regional de Colatina, onde tiveram as prisões em flagrante ratificadas. Na tarde desta segunda-feira, a Justiça do Espírito Santo converteu a prisão de ambos em preventiva. Às 18h04 desta segunda-feira, a reportagem solicitou um posicionamento da defesa dos suspeitos por e-mail e aguarda posicionamento. Em caso de retorno, esta reportagem será atualizada.
Velório e enterro
Conforme o pai de Juliana, Samir Sagi El-Aouar, o corpo foi liberado do Instituto Médico Legal (IML) de Colatina às 4h de domingo. No mesmo dia, já foi transportado para Teófilo Otoni. O velório ocorreu de 11h às 16h, no Cemitério Vale das Flores. O enterro foi realizado logo em seguida, no mesmo local.
Por O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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