O sindicato dos servidores do Banco Central alertou nesta terça-feira (29), que uma eventual greve poderia afetar as operações de câmbio e o funcionamento do Pix. Porém, a instituição disse ter planos de contingência para manter os sistemas essenciais para a população, sem especificar quais são esses. A greve deve ter início a partir da próxima sexta-feira (1º).
A categoria decidiu adotar a paralisação para pressionar o governo por reajuste salarial de 26% e reestruturação da carreira. A decisão contou com apoio de mais de 90% dos 1.300 servidores da ativa. A medida foi adotada em assembleia nessa segunda-feira (28).
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central do Brasil (Sinal), Fabio Faiad, a partir do primeiro dia de greve, será respeitada a lei de serviços essenciais, como fornecimento de extrato da conta, compensação de cheques, saques em guichês. A resolução que garante a manutenção destes serviços não inclui o Pix nem o site Valores a Receber (valoresareceber.bcb.gov.br), e, por isso, "podem sofrer paralisações parciais e até totais", diz em nota o sindicato.
“Na greve, a lei de serviços essenciais será respeitada. Mas o pix e diversas outras atividades do BC não estão nessa lei. Portanto, muitos atrasos ou interrupções poderão ocorrer (não podemos ainda antecipar quais)”, escreveu em comunicado.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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