Foto: Reprodução WhatsApp
Da CMSL
A qualidade do asfaltamento da estrada que liga Sete Lagoas a Estiva rendeu um grande debate na Câmara Municipal. O vereador Milton Martins (PSC) acionou representantes da secretaria municipal de Obras para explicar uma matéria de jornal que divulga a benfeitoria no local.
Para o vereador, que apresentou várias fotos da obra, a divulgação do jornal não retrata a realidade em relação a qualidade do material usado na obra. “Foi gravado, e rodou na campanha eleitoral, a presidente da associação agradecendo pelo asfaltamento. Hora nenhuma se fala em fresagem”, garantiu.
A representante da secretaria municipal de Obras Públicas apresentou uma fala que seria do secretário Arnaldo Nogueira onde é confirmando que o trabalho feito foi paliativo. “Estamos aplicando material fresado e não asfalto, cuja durabilidade é limitada no período de chuva. Estamos evitando apenas poeira e a obra deverá durar apenas três meses, disse Nogueira a um veículo de comunicação da cidade.
Os recursos gastos na obra foram alvo de questionamentos e os vereadores opinaram e sugeriram soluções para a estrada. Ismael Soares (PP) falou que ficou assustado. “O Arnaldo Nogueira com a experiência de secretário a anos não foi feliz de gastar R$ 548 mil para fazer um paliativo só por três meses, não deveria ter feito não”, opinou.
Para o vereador padre Décio (PP) “além de ser um paliativo é dinheiro público. E o próprio funcionário público que hoje está passando dificuldade para receber tem que aprender a valorizar um dinheiro que é público. O que foi pago está fazendo falta hoje, lamentou. Marcelo Cooperseltta (PMDB) foi outro que comentou sobre o valor da obra. “O serviço vai se perder, se não todo, mas uns 70%, e a um custo de R$ 548 mil. Não podemos nos omitir”, decretou.
Houve uma melhora, de acordo com Caramelo (PRB), mas longe do ideal. “Em relação ao que era ainda está muito melhor, isso é fato. Mas tem também o fato do dinheiro investido, R$ 548 mil ajudaria bem no pagamento do servidor”. O último a se pronunciar foi Dr. Euro (PP) que trouxe a informação de que faltou um recurso prometido pelo governo federal que, “se tivesse sido liberado daria para fazer tudo dentro do cronograma”, perguntou antes de ter uma resposta positiva.
O APL 63/2016 é de Fabrício Nascimento (PRB) e “altera a lei nº 8573 de 1º de junho de 2016, que institui o plano municipal de cultura - PMC de Sete Lagoas e dá outras providências”. Já o APL 64/2016 é de Milton Martins e “institui o banco de ideias legislativas, no município de Sete Lagoas, e dá outras providências”.















