Por conta das propostas de Reformas da Previdência e Trabalhista que tramitam no Congresso Nacional, trabalhadores realizaram protestos em pelo menos 16 capitais do país nesta quarta-feira (15). Em Sete Lagoas houve paralisação de professores em várias escolas da rede estadual, situação que deve permanecer pelo menos até a próxima sexta-feira (17). Além das reformas, o protesto contempla também a insatisfação pelo descumprimento de acordos salarias do Governo de Minas com a categoria (clique e relembre).

Foto: Google - Várias escolas estaduais de Sete Lagoas entraram em greve contra as reformas e pelo descumprimento de acordos salariais por parte do estado
Em Brasília, integrantes de seis centrais sindicais protestam na entrada dos anexos da Câmara dos Deputados, também contra as propostas que tramitam no Congresso Nacional. Sobre a reforma trabalhista, o grupo argumenta que a proposta pode estimular a precarização das condições de trabalho e dificultar o acesso a direitos consolidados, como o 13º salário e seguro-desemprego. E sobre a Proposta de Emenda à Constituição 287/2016, que trata da reforma da Previdência, os manifestantes querem a alteração de alguns pontos.
"Somos contra praticamente todos os pontos conforme estão descritos na proposta de reforma da Previdência. Mas, o maior problema é a idade e o tempo de contribuição mínimos para aposentar, tanto para homens quanto para mulheres. O que se tem batido mais é a insistência do tratamento igual entre homens e mulheres. A revolta muito grande", afirma José Calixto Ramos, presidente da Nova Central, uma das seis entidades que organizaram o protesto.
Ainda em Brasília, integrantes de movimentos rurais invadiram o Ministério da Fazenda de madrugada, quebrando vidraças. Segundo a Polícia Militar, foram cerca de 500 manifestantes, alguns acompanhados de crianças, mas, para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, os protestos reuniram 1.500 pessoas. A invasão levou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a despachar na sede da Escola de Administração Fazendária, no Lago Sul, em Brasília.

Foto: EBC - Minstério da Fazenda foi invadido por manifestantes durante a madrugada
Em São Paulo, várias agências bancárias foram fechadas por manifestantes na Av. Paulista. Já em Belo Horizonte, pelo menos 100 mil pessoas foram às ruas protestar na parte da manhã, de acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O dia na capital mineira foi sem metrô e postos de saúde, por conta da paralisação.
Metalúrgicos de Belo Horizonte, Contagem em Betim também cruzaram os braços. A BR 381, em Betim, foi fechada nos dois sentidos por cerca de uma hora, por manifestantes de várias centrais sindicais que também são contra as reformas.
O outro lado
Mesmo com a insatisfação da população e das várias denúncias contra membros do Palácio do Planalto na Operação Lava Jato, reveladas pela Procuradoria Geral da República nesta quarta-feira (15), a expectativa do governo Temer é de que as reformas sejam aprovadas com tranquilidade, por conta da ampla maioria do governo no Congresso Nacional.
Em resposta aos protestos, Michel Temer disse que "a proposta representa um caminho para salvar a previdência do colapso e para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã”.
Por decisão da Juíza Federal Marciane Bonzanini, o Governo Federal foi proibido, também nesta quarta-feira (15), de veicular propagandas sobre a Reforma da Previdência. De acordoo com a decisão, “a campanha publicitária questionada não possui caráter educativo, informativo ou de orientação social, restringindo-se a trazer a visão dos membros do partido político que a propõe e passando a mensagem de que, caso não seja aprovada a reforma proposta, o sistema previdenciário poderá acabar”, diz a decisão judicial.
Da Redação
Com informações da Agência Brasil















