Pela segunda vez em 2017, o salário mínimo projeta um encolhimento do valor previsto para o ano que vem. Projetado em 10 agosto para ser de R$ 979,00 (clique e relembre), com precentual de valorização já abaixo da média histórica dos últimos anos, o valor foi dimuinuído em R$ 10,00 semanas depois e, ontem (30), mais R$ 4,00 foram retirados do montante.
O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, anunciou no fim da tarde desta segunda-feira a revisão do Orçamento de 2018, com a previsão de R$ 965,00 para o mínimo.
“Esse não é o valor que está sendo definido, mas uma projeção para fins orçamentários. O valor será fixado apenas em janeiro, como determina a lei, com a publicação de um decreto. É uma estimativa com base na estimativa da inflação”, explicou o ministro. O valor menor ocorre devido a redução da previsão do Índice de Preços ao Consumidor (INPC).
Na mensagem modificativa do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2018, que será enviada ao Congresso Nacional, o governo mantém a previsão de crescimento de 2% do PIB para 2018 e uma inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,2%.
"Aplicação da lei"
No início da noite, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o valor do salário mínimo é determinado pela aplicação da lei, e não por escolha política. Meirelles destacou ainda que o montante depende do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país e da inflação.
“O salário-mínimo ele basicamente está definido por lei. A questão é apenas como calcular exatamente a aplicação dos índices de inflação. Porque o salário-mínimo é definido por crescimento do PIB e inflação. Então é meramente uma questão de definir esses itens”, disse, após participar de uma palestra na Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), na capital paulista
Da Redação
Com Agência Brasil
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