Moradores do Bairro Alvorada estiveram na Câmara Municipal de Sete Lagoas nessa quarta-feira (2) para participar de uma audiência pública que debateu problemas relacionados à saúde pública no bairro. Convocada por três vereadores em conjunto, entre eles a presidente da sessão, Gislane Inocência (PSD), a reunião expôs a grave situação gerada com o descarte de grande quantidade de lixo em áreas inadequadas do bairro.
O secretário municipal de Obras, Vítor Dias, esteve presente à reunião e reconheceu que o problema é grave, mas alertou que a solução é complexa. Os moradores reclamam do problema há aproximadamente 30 anos, especialmente da exposição ao risco de doenças e mau cheiro.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Nadab Abelin, também reconheceu a gravidade da situação e disse que a prefeitura vai se empenhar para resolver o problema. No entanto, foi taxativo quanto ao prazo: “É impossível uma solução a curto prazo diante de tantos crimes ambientais”.
Há anos o local se transformou em uma espécie de bota fora para todo tipo de resíduo. Por esse motivo Gislene pediu, por mais de uma vez, durante a sessão, que os moradores tenham consciência e parem de jogar lixo no espaço. “É o primeiro passo”, afirmou a vereadora.
A área
O grotão debatido na audiência está entre a Avenida Governador Bias Fortes e as ruas Diógenes e Júlio César. O secretário municipal de Obras disse que percorreu o local para conhecer a realidade e afirmou ainda que o problema é mais que estrutural. “A água não tem escoamento. Uma das primeiras ações é desobstruir a galeria de água pluvial”, concluiu.
O secretário municipal de Meio Ambiente disse que a área já foi limpa duas vezes neste ano e prometeu uma nova manutenção em breve. Ele também diz ser necessário fazer um estudo aprofundado do local, considerado uma Área de Preservação Permanente (APP). O departamento de Regularização Fundiária também esteve representado e prometeu um levantamento topográfico para definir as áreas de cada morador. O estudo vai possibilitar uma possível entrega dos títulos de propriedade que alguns proprietários não possuem, de acordo com Nadab.
Participação
Os moradores foram representados por Tadeu de Oliveira que falou sobre o problema e pediu ajuda ao poder público. Edimeia Maria está há 20 anos na região e disse que “os moradores estão penando, é muito lixo”. Já Ana Flávia Moreira pediu “uma providência, estamos jogados fora”, desabafou.
Participação da Câmara
Depois que todos os lados foram colocados os vereadores se manifestaram e sugeriram ações que podem abrandar as reclamações. Ismael Sores (PP) que assinou o Requerimento para a realização da sessão pediu a criação de um ponto de coleta nos moldes ao instalado na Avenida Suíça. Outro coautor da Audiência, João Evangelista (PSDB), foi enfático na cobrança ao dizer que “o povo não veio aqui para ser empurrado com a barriga, mais uma vez”.
O presidente da Câmara, Claudio Caramelo (PRB), sugeriu que a prefeitura “liberasse de pagar o IPTU até resolver. As pessoas compram lote, pagam impostos e não tem a prestação do serviço. Tem que olhar isso a fundo depois dessa Audiência”. Milton Martins (PSC) lamentou promessas não cumpridas pela última gestão e elogiou a “clareza sobre o que pode e o que não pode fazer”. O vereador Fabrício Nascimento (PRB) se colocou à disposição para contribuir no que for possível.
Comissão
Com várias situações a serem detalhadas e esclarecidas antes de efetivas soluções, Gislene Inocência, como encaminhamento da sessão, nomeou a comissão que vai acompanhar de perto os trabalhos que serão desenvolvidos pelo Executivo. Além da presidente da sessão, os vereadores João Evangelista, Ismael Soares, Milton Martins e Caramelo formam a frente de trabalho.
Da Redação
Com informações da CMSL
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