Foto: Hoje em Dia - Manifestantes se concentraram em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais na tarde desta segunda-feira e optaram pela paralisação até segunda ordem
Da Redação
Policiais militares de Minas Gerais, do interior e da capital, decidiram, nesta segunda-feira (19), durante manifestação contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 257 que tramita na Câmara dos Deputados, fazer uma paralisação geral por tempo indeterminado. O projeto prevê uma série de regras para a renegociação de dívidas dos estados com a União, dentre elas, medidas que poderão impactar na carreira de militares, como congelamento de salários e limitações para promoções dos servidores.
De acordo com a Associação dos Militares Estaduais de Minas Gerais (Ámem), a decisão de paralisar "até segunda ordem" foi tomada após uma votação feita entre os servidores presentes na manifestação. De acordo com a associação, os militares responderão normalmente a chamadas nos quartéis, mas não sairão às ruas, o que significa que ficarão aquartelados, segundo eles, até que a decisão seja revogada, ato chamado de "greve branca".
A Polícia Militar informou, no entanto, que a paralisação não é uma decisão institucional, apesar de o alto comando ter participado da manifestação e apoiado a proposta de greve. De acordo com a assessoria estadual do órgão, “é uma decisão por conta das próprias lideranças das associações".
A proposta
O projeto de renegociação de dívidas foi aprovado na semana passada pelos parlamentares do Senado Federal e será discutido e votado até amanhã (20/12) pelos deputados. Caso também seja aprovado pela Câmara, o projeto, denominado por muitos como "pacote de maldades", limita os estados a gastarem apenas o teto do índice de inflação pelos próximos dois anos.
O projeto irá afetar a classe se, após aprovado, o Governo de Minas aderir à proposta do Governo Federal de renegociação das dívidas com os estados. Por conta disso, representantes do movimento protocolaram na tarde desta segunda-feira (19), em reunião com o Governador Fernando Pimentel, um documento que assegura que eles vão manter a greve somente se houver a adesão do Governo de Minas à proposta.
O argumento dos Militares é o temor de que a estrutura para o exercício da profissão seja fatalmente comprometida, visto que a medida poderá causar congelamentos de salários e impedir promoções dos servidores, havendo perda de direitos adquiridos. Clique aqui para ver mais detalhes sobre a proposta.
Em Sete Lagoas, o Comando da PM ainda não se manifestou se vai aderir à paralisação estadual.















