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Da Redação, com informações da Policia Civil
A Polícia Civil concluiu, nesta semana, as investigações envolvendo organização criminosa especializada em obter vantagens ilícitas por meio de esquema de fraudes com utilização de cartões de crédito. O Inquérito Policial identificou várias pessoas ligadas à organização criminosa, a maioria residente em Sete Lagoas, e indiciou 23 pessoas por estelionato, falsificação de documento público, uso de documento público, falsidade ideológica e organização criminosa.
A quadrilha foi descoberta após a Polícia Civil apurar o envolvimento de alguns de seus membros em homicídios e tentativa de homicídio ocorridos na cidade a partir de 2013, tendo como motivação desavenças entre os seus integrantes.
A organização, conhecida como “turma do cartão”, atuava em várias cidades de Minas Gerais e também em outros estados, principalmente São Paulo e Rio de Janeiro. O líder era Ricardo Lopes Araújo, chamado pelos seus comandados de “Don Ricardo”, ou simplesmente, “Don”, atualmente foragido da Justiça e suspeito de ser o mandante de dois assassinatos. Um eles o de Karllam Junior de Oliveira Silva, ex-membro da quadrilha.
Os criminosos conseguiam obter cartões de crédito com uso de documentos falsos e realizavam todo tipo de operação disponibilizada (virtual ou presencial), tais como compras, empréstimos, financiamento de veículos e saques. Além de causar grandes prejuízos para as operadoras e empresas, a principal vítima era a pessoa que teve seu nome utilizado pela organização criminosa, que só toma conhecimento da fraude quando é avisado sobre as operações ou tem seu nome negativado.
Na maioria das vezes, o líder era o destinatário final do cartão de crédito e quem determinava a realização das operações, pagando determinado valor para os seus comandados pela tarefa desempenhada ou por cada cartão de crédito obtido. Os diversos integrantes da organização recrutados por “Don Ricardo”, a maioria jovens e oriundos de famílias pobres, com as fraudes conseguiam arrecadar recursos financeiros em prejuízo de terceiros, e faziam questão de ostentar nas redes sociais carros, motos, dinheiro e mulheres.















