Com o aprimoramento das ferramentas de busca de fraudes no seguro-desemprego, o Ministério do Trabalho conseguiu bloquear, em cinco meses, a concessão irregular do benefício a quase 9 mil trabalhadores. Com isso, mais de R$ 58 milhões foram poupados nos cofres públicos entre agosto e dezembro de 2016, de acordo com o órgão.
Outros 36 mil casos ainda estão em análise, o que representa mais de R$ 99 milhões a serem investigados. Para inibir as irregularidades, o governo adquiriu no ano passado um sistema que cruza pedidos do seguro-desemprego com informações da Receita Federal, Caixa Econômica, entre outras instituições. O banco de dados também vai contar com dados da Previdência Social e registros de óbito. Com isso, se espera economizar mais de R$ 1 bilhão por ano.
Alguns casos chamaram atenção do ministério, como o de uma empresa que demitiu, de uma só vez, 233 funcionários, quando o limite legal de empregados nessa categoria de firma é de apenas 50. Em outro caso, a pasta identificou um trabalhador que recebia seis seguros-desemprego ao mesmo tempo de seis empresas diferentes.
De Brasília, Jéssica Vasconcelos















