A mortandade de peixes registrada por moradores no rio Paraopeba, em Betim, no último fim de semana, vem deixando especialistas intrigados e vários municípios da região em alerta. O Paraopeba é um dos principais afluentes do Rio das Velhas, bacia da qual cidades como Sete Lagoas, por exemplo, captam água para abastecimento humano.
Na última quarta-feira (1º), técnicos da Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerias (Cetec), enviados a pedido da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), coletaram amostras de água e sedimento para realização de análises laboratoriais. No entanto, o governo do estado ainda não informa previsão sobre quando o laudo que indicará o que causou a mortandade de peixes será divulgado.

Mortandade atingiu espécies consideradas resistentes, como o Surubi
Ao todo, de acordo com reportagem publicada no Jornal O Tempo, foram coletadas amostras em cinco pontos: dois no rio Betim – um próximo à Usina Doutor Gravatá e outro no encontro entre os rios Betim e Paraopeba – e três pontos no próprio rio Paraopeba – um sobre uma ponte na BR–262, em Betim; outro sobre a ponte da MG–050, na divisa entre Betim e Juatuba; além de outro na altura da travessia da linha férrea que passa sobre Juatuba.
A Semad, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que se for possível identificar as fontes poluidoras associadas à mortandade, serão tomadas as medidas administrativas para cessação da poluição e para a responsabilização dos infratores.
O chefe de Divisão de Fiscalização Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Cláudio Guimarães Costa, informou que, enquanto o laudo não sai, os técnicos da pasta continuarão a monitorar a qualidade da água do rio. “Também foram coletados alguns peixes mortos, que serão analisados por especialistas da UFMG”, acrescentou Costa.
O presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema) de Juatuba, Heleno Maia, informou a O Tempo que com o resultado da análise laboratorial, os técnicos poderão descobrir se houve despejamento de produtos químicos no rio e quais são esses produtos: “Daí, tentaremos descobrir quem são os responsáveis por essa mortandade. Mas o que já conseguimos constatar preliminarmente é que quanto mais próxima as amostras de água foram retiradas do rio Betim, mais problemas encontramos na coloração, na sedimentação e na oxigenação da água”.
Maia alertou, ainda, para o risco de se consumir peixes no rio Paraopeba. “Enquanto não descobrirmos o que causou essa mortandade, não indicamos que ninguém consuma animais do rio”, disse o especialista.
Da Redação
Com informações do Jornal O Tempo















