Foto: Fiocruz
Da Redação
O número de casos de dengue cresceu 300% em Minas Gerais este ano, com 63% dos municípios registrando alta incidência da doença, de acordo com dados do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde. Até o início de agosto, foram 525.542 casos prováveis (confirmados + em investigação) com 227 óbitos confirmados e 58 que ainda estão em investigação.
As mortes se concentraram em Belo Horizonte (50), Juiz de Fora (48), Contagem (14) e Uberaba (11). A Organização Mundial de Saúde (OMS) define como alta a incidência de dengue quando há mais de 300 casos para cada 100 mil habitantes. A incidência média do Estado, até o início de julho, era de 2500/100 mil hab.
O Brasil é um dos países mais atingidos pela dengue: enfrenta epidemias desde 1986, tendo vivido o ápice da doença em 2015, com 1,6 milhão de casos. Este ano, até 9 de julho de 2016 foram registrados 1,4 milhão de casos no país, sendo 639 casos graves e mais de 400 óbitos.
Em Minas Gerais, mais de uma centena de municípios superaram este ano os 3.000 casos a cada 100 mil habitantes, com 12 deles apresentando incidência de mais de 8 mil casos: Campanário, Morro da Garça, Pequi, Igaratinga, Santana do riacho, Divinésia, Guiricema, Matutina, Descoberto, São Gotardo, Cláudio e Sarzedo. No Paraná, que está ofertando a vacina na rede pública nos 30 municípios mais afetados, há dois municípios com mais de 8 mil casos para cada 100 mil habitantes.
Um estudo coordenado pelo Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães-Fiocruz Pernambuco e Universidade de Pernambuco estimou que a dengue custou ao país entre setembro de 2012 e agosto de 2013 – antes do ápice da doença -- R$ 3,9 bilhões de reais (1,2 bilhão de dólares) entre custos médicos e custos indiretos (queda de produtividade e faltas ao trabalho e à escola).















