Em movimentação há mais de 20 anos, o medicamento trastuzumabe é usado para o tratamento específico de pacientes de câncer de mama. No entanto, o seu uso era vetado para pacientes com metástase (quando a doença se espalha e se estabelece em estágio avançado), que precisavam desembolsar cerca de R$ 10 mil pela dose.
O Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Ministério da Saúde, passou a englobar este público e irá distribuir o medicamento em prazo de 180 dias. Na última quinta-feira (3), a decisão foi publicada no Diário Oficial da União. Em 2012, o governo já havia liberado a utilização para pacientes com câncer de mama, mas excluía os metastáticos.

Atualmente são mais de três mil pacientes com câncer de mama inicial e localmente avançado que já fazem o uso do trastuzumebe pelo SUS. A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, (SBOC) revindicavam com frequência a ampliação do acesso do medicamento a todos os tipos de paciente.
De acordo com o médico oncologista clínico e presidente da Associação Brasileira de Cuidados Paliativos e diretor do Instituto Simbidor, Ricardo Caponero, o medicamento tem uma grande importância já que é capaz de proporcionar mais tempo de vida às pacientes com câncer metastático. “Isso é um avanço para todos nós, já que será agora distribuído na rede pública de saúde. É um medicamento usado mundialmente há mais de 20 anos. É um medicamento caro, mas dentro de 180 dias já estará disponível no SUS. O trastuzumabe trará mais sobrevida para pacientes em metástase”, explica Caponero.
Por Renato Guedes
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