No final da tarde deste sábado (7), por volta das 18h40, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva finalmente deixou o Sindicato dos Metalúgicos em São Bernardo dos Campos-SP e se apresentou à Polícia Federal. Ele estava na sede do prédio desde a quinta-feira, quando o juis Sérgio Moro decretou sua prisão e deu um prazo para que ele se entregasse voluntariamente até às 17h dessa sexta. Lula não só ignorou a oferta como fez da situação um intenso ato político, com a militância do PT e movimentos sociais formando uma multidão que cercou o prédio durante o todo o período.
Desde ontem, quando se encerrou o prazo oferecido por Moro, a defesa do ex-presidente negociava a rendição. Após realizar discursos e até um culto em memória da ex-primeira Dama Marisa Letícia, que completaria 68 anos neste sábado, ele saiu escoltado por um comboio da PF em direção ao aeroporto de Congonhas, para seguir à sede da insitituição em Curitiba.
Ao falar pela primeira vez publicamente após sua ordem de prisão (saiba mais), Lula fez duras críticas à Justiça, ao Ministério Público e à imprensa: “Eu sou o único ser humano processado por um apartamento que não é meu, e eles sabem que a Lava Jato mentiu que era meu, o MP mentiu que era meu, e eu pensei que o Moro ia resolver e também mentiu que era meu, e me condenou", disse em discurso que durou 55 minutos.
"Esse pescoço aqui não baixa eu vou de cabeça erguida e vou sair de peito estufado de lá". Durante o discurso, Lula disse que "vou cumprir o mandado deles" e "quero fazer a transferência de responsabilidade para eles". Em seguida, acrescentou que: "Eu tenho 72 anos. Mas eu não os perdoo por ter mentido que sou ladrão". As informações são da Agência Brasil.
Em breve, novas informações sobre a prisão do ex-presidente.
Da Redação
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