Foto: EBC
Da Redação
A Síntese de Indicadores Sociais - Uma análise das condições de vida da população brasileira, divulgada nesta sexta-feira (2), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que o crescimento econômico do Brasil na última década não se refletiu em mais igualdade no mercado de trabalho. As mulheres brasileiras continuam trabalhando, em média, cinco horas a mais do que os homens. E elas ainda recebem menos. A pesquisa estudou os indicadores entre os anos de 2005 e 2015.
A renda delas equivale a 76% da renda dos homens. Mulheres também continuam sem as mesmas oportunidades de assumir cargos de chefia ou direção. A dupla jornada também segue afastando muitas mulheres do mercado de trabalho. Ainda assim, elas são responsáveis pelo sustento de quatro em cada dez residências do país, ou seja, 40% das residências no país são sustentadas por mulheres.
As mulheres tendem a receber menos que os homens porque trabalham seis horas a menos por semana em sua ocupação remunerada. Porém, como dedicam duas vezes mais tempo do que eles às atividades domésticas, no final da conta trabalham cinco horas a mais do que eles. Ao todo, a jornada é de 55,1 horas por semana para mulheres e 50,5 horas para homens.















