Sindicatos e movimentos sociais de Sete Lagoas confirmaram adesão à greve geral de trabalhadores contra as Reformas da Previdência e Trabalhista – esta aprovada ontem (26) pela Câmara (clique e relembre) – agendada para esta sexta-feira (28). A mobilização ocorre em todo o país, sob o comando da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Em Sete Lagoas é previsto um ato na Avenida Antônio Olinto, a partir das 15h30, nas imediações do Terminal Urbano. A paralisação de 24h foi confirmada pelos trabalhadores da educação em todo o estado, por meio do Sind-UTE-MG. As escolas municipais também aderiram. Comércio e bancos não têm posição definida. Já os Correios entraram em greve por tempo indeterminado, na tarde de ontem (27), funcionando em escala mínima para não comprometer o atendimento.
Já o setor de transportes não deve aderir, de acordo com lideranças locais em Sete Lagoas. Na Justiça do Trabalho não deve haver expediente, conforme previsto na Portaria GP/CR n. 166, de 25 de abril de 2017. Prefeitura e Câmara ainda não divulgaram posicionamento, apesar do Legislativo já ter aprovado Moção de Repúdio contra a Reforma da Previdência.
O Sindicato dos Servidores Públicos de Sete Lagoas também convocou os servidores municipais para a greve geral.
Região Metropolitana de BH
Na última segunda-feira (24), o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte e Região Metropolitana (STTR) anunciaram a adesão à greve geral. O mesmo fizeram os trabalhadores rodoviários, os funcionários da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), que operam no metrô da capital mineira e de Contagem. A decisão foi tomada na noite da última terça-feira (25), em assembleia da categoria realizada na praça da Estação.
O Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) e unidades da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), composta por 21 unidades incluindo capital e interior, informaram que estarão somente com a escala mínima nesta sexta.
A expectativa do Sindicato dos Bancários de BH e Região é que diversas agências não abram, já que a categoria decidiu pela adesão à greve geral em assembleia geral realizada no dia 18 de abril.
Na área de segurança, somente o Sindicato dos Auxiliares, Assistentes e Analistas do Sistema Prisional e Socioeducativo de Minas (Sindasep-MG) anunciou adesão à greve. Assim como os hospitais, uma escala mínima deverá ser cumprida pela categoria.
Os vigilantes das estações do Move e das agências bancárias também estão com previsão de adesão à greve, segundo o Sindicato dos Empregados das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais (Sindesp).
Nesta sexta-feira também deverão parar os trabalhadores de indústrias como a metalurgia e do petróleo, segundo a Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos (FEM-MG) e o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindpetro), fato já confirmado também em Sete Lagoas.
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas, de Jornais e Revistas no Estado de Minas Gerais (STIG-MG) também anunciou que a categoria decidiu em assembleia, na última segunda-feira (24), que participarão das manifestações. A entidade sindical não soube informar se a distribuição dos jornais será prejudicada.
Outros
Os trabalhadores da Copasa terão a opção de aderir ou não à greve geral, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (Sindágua MG). Como uma escala mínima é obrigatória na empresa, o abastecimento de água não será prejudicado.
Frigoríficos e até mesmo açougues também poderão ser afetados pela greve, segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Carnes, Derivados e Frios de MG (Sindcarne). Conforme a entidade, alguns trabalhadores não deixarão de comparecer por medo de perder o emprego, mas que muitos pretendem participar das manifestações.
Da Redação
Com informações de O Tempo
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