Professores da rede estadual devem paralisar os trabalhos nesta quarta-feira (15), conforme anunciado a uma semana pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação em Minas Gerais (SindUte). As lideranças da categoria pleiteiam o cumprimento de diversos acordos celebrados desde 2015 com o Governo de Minas que não vêm sendo cumpridos. (clique e relembre)
Além disso, o Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro-MG) anunciou que os profissionais da educação do Estado também vão aderir à greve. Professores da rede particular também devem participar do movimento.
Entretanto, diferentemente de outros setores, a educação pública não vai retomar suas atividades na quinta-feira (16). Os professores anunciaram greve por tempo indeterminado. A luta é contra a reforma e a favor de melhorias para a classe, de acordo com os organizadores.
Em Sete Lagoas, as 31 escolas públicas da rede estadual devem ser afetadas pela greve. O movimento acontece paralelamente ao Dia Nacional da Paralisação contra a Reforma da Previdência. Durante o dia, diversos setores trabalhistas vão suspender as atividades em protesto contra a proposta de reforma apresentada pelo Governo Federal.
Na Capital, vários serviços como transporte, saúde e educação serão afetados. O metrô também não irá funcionar nem em escala mínima, de acordo com o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro).
O Sindicato dos Trabalhadores em Rodoviários de Belo Horizonte e Região (STTRBH), convocou os trabalhadores para participar de um ato na Praça 7, às 10h. Porém, o sindicato anunciou que os ônibus da capital vão operar normalmente durante o dia.
De acordo com o presidente Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel), Israel Arimar, cerca de 80% dos servidores municipais aderiram a causa. “Além da reforma, estamos lutando contra a pauta de terceirização. Em BH, os setores administrativos, de fiscalização, parques, zoológico, correios, limpeza urbana, e educação vão paralisar totalmente”, diz Israel.
O presidente do sindicato reitera que somente o setor de saúde funcionará em escala mínima na Capital. “Apenas as unidades de de urgência na capital devem funcionar. Por exemplo, o Hospital Odilon Behrens, as UPAs e o Samu. A campanha de vacinação contra a febre amarela será interrompida”, ressalta. Protestos também estão marcados para acontecer na Praça da Estação, a partir das 9h.
Até o final do dia, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) deve anunciar todas as categorias que vão aderir à paralisação nacional.
Da Redação
Com informações do BHAZ















