Começou a vigorar neste domingo (5) o aumento de 4,5%, em média, nos preços do gás de cozinha para uso residencial em botijões de até 13 kg (GLP P-13). Já o GLP de uso industrial e comercial sofreu alta de 6,5% na última quinta-feira (2).
De acordo com a Petrobras, que anunciou o aumento na última sexta-feira (3), a causa principal do reajuste é a “alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério norte”. Ainda conforme a companhia, a variação do câmbio também contribuiu para a necessidade do aumento.
O valor de elevação anunciado é o aplicado sobre os preços praticados nas refinarias, sem incidência de tributos. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, o preço para o consumidor dependerá de cada distribuidora e revendedora.
Se o reajuste for repassado integralmente ao consumidor final, o botijão pode chegar a aumentar em média 2%, uma alta de R$ 1,21, segundo os cálculos da companhia – mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos.
Gás industrial e comercial
A Petrobras também havia informado, na última quarta-feira (1), que decidiu realizar um reajuste médio de 6,5% dos preços de comercialização às distribuidoras do gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado aos usos industrial e comercial. O aumento entra em vigor nesta quinta-feira (2).
Em nota divulgada também na quarta-feira (1), o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que o aumento de preço ficará entre 4,5% e 7,7% para o consumidor, dependendo do polo de suprimento. Com o aumento de preços, a estimativa do Sindigás é que o valor do produto destinado a embalagens maiores que 13 Kg ficará 46% acima da paridade de importação.
Por Ana Amélia Maciel
Com Agência Brasil
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