Alunos de várias escolas de Sete Lagoas, tanto da rede pública quanto da rede privada, realizaram na manhã desta segunda-feira (27) uma manifestação pacífica, iniciada na orla da Lagoa Paulino, em repudio à Reforma da Previdência. Seguindo em direção às ruas do centro da cidade, o ato contou também com a presença de vários professores, apoiadores, ex-alunos, funcionários da Superintendência de Educação e colaboradores da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Aapae).

Na manifestação, os estudantes exibiam cartazes com frases como “Fora Temer”, outros dizendo “Não à PEC 287” e “Não à Reforma da Previdência". A inciativa partiu de alunos das Escolas Estaduais Candido Azeredo e Maurilo de Jesus Peixoto. De acordo com a Polícia Militar, cerca de 800 pessoas participaram do ato.
A proposta
O governo Temer defende a Reforma da Previdência Social por conta de um suposto rombo bilionário e também por necessidade de equilibrar as contas públicas. Além de fixar uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria de homens e mulheres, as novas regras, se aprovadas, irão atingir trabalhadores dos setores público e privado. Pelas regras propostas, o trabalhador que desejar se aposentar recebendo a aposentadoria integral deverá contribuir por 49 anos.
“Sou totalmente contra a Reforma da Previdência, além de outros projetos que estão tramitando lá em Brasília. Só existe pata tirar dinheiro de quem não tem para quem já tem, e parece que vamos trabalhar até morrer”, reclama o ex-aluno do Instituto Alice Maciel e apoiador do movimento, Rafael Farias.
Um dos apoiadores da manifestação, o professor Taílson Pereira, elogia os alunos e também critica a proposta de Temer: “Acredito que a participação dos alunos é muito importante, despertar neles a função de exercer a cidadania. Às vezes deixamos de lado a nossa capacidade de exercer a cidadania, não cobrando dos políticos que devem nos representar. É uma mobilização estudantil que nos ajuda a mostrar que os jovens estão ligados, está acabando aquela coisa de política não ser assunto da juventude. E essas manifestações mostram que a sociedade está correndo atrás de seus direitos, é uma forma de evitar que essas questões sejam levadas a diante sem de fato saber as realidades e necessidades de toda a população”.
Por Renato Guedes
Sete Lagoas Notícias















