O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, condenado a 37 anos e cinco meses por ser o operador do escândalo do Mensalão, foi transferido na noite desta segunda-feira (17) para a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Sete Lagoas.
De acordo com a defesa de Marcos Valério, o pedido já havia sido feito há bastante tempo, mas só agora foi aceito pela Justiça, que entendeu que ele preenche todos os requisitos legais para ser atendido. Um desses requisitos é que sua atual esposa mora e estuda em Sete Lagoas. As informações foram passadas ao jornal O Tempo.
Ele estava preso desde 2013 na Penintenciária Nelson Hungria, em Contagem. O empresário vem negociando há alguns dias uma delação premiada com a Polícia Federal, em acordo com o Ministério Público Federal.
A Apac é conhecida por ser uma modalidade prisional alternativa, sendo uma entidade civil de direito privado vinculada ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). O cumprimento da pena é dedicado à reintegração do detento, com regras mais brandas e confiança no bom procedimento do condenado, que pode até portar as chaves da própria cela.
O Mensalão
No esquema em que Marcos Valério funcionava como peça chave, o Mensalão, parlamentares eram comprados com uma mesada em dinheiro em troca de votos para no Congresso Nacional em favor do governo do ex-presidente Lula, que dizia desconhecer as práticas ilegais. Na ocasião foi preso o ex-Ministro da Casa Civil, José Dirceu, apontado como mentor do esquema e sendo objeto da ação penal movida pelo Ministério Público no Supremo Tribunal Federal (STF).
Da Redação
Sete Lagoas Notícias















