A Câmara dos Deputados iniciou nesta quarta-feira (2), por volta das 9h30, a votação do parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), contrário à admissibilidade da denúncia contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva. Os trabalhos devem se estender por todo o dia.
A discussão pode ser iniciada depois que registraram presença no plenário 52 deputados. Já a votação só poderá começar com a presença de 342 parlamentares e será por chamada nominal, começando pelos deputados de um estado da Região Norte e, em seguida, os deputados de um estado da Região Sul.
Algumas restrições de acesso à Câmara foram estabelecidas para a sessão de hoje, entre elas a proibição da entrada de visitantes. O acesso só será permitido a deputados, ex-deputados, servidores credenciados e à imprensa credenciada para a cobertura das atividades da Câmara.
A denúncia
Temer é acusado de corrupção passiva pela Procuradoria Geral da República (PGR), baseada em uma gravação feita pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no Palácio do Planalto em março, em uma reunião noturna fora da agenda oficial, na qual o áudio da conversa dá margem à interpretação de que houve uma negociação para que o presidente recebesse uma “aposentadoria” com parcelas de R$ 500 mil, em troca de apoio ao empresário em questões de seu interesse.
O suposto primeiro pagamento foi interceptado pela Polícia Federal quando um assessor do presidente, o deputado Rodrigo Rocha Loures, recebeu uma mala de dinheiro com a exata quantia em um restaurante, em São Paulo.
A validade do áudio é questionada pela base de Temer no Congresso, apesar de sua legitimidade ter sido certificada por perícia da Polícia Federal, e será essa a estratégia que o governo usará para derrubar a tramitação da denúncia na Casa.
Da Redação
Com Agência Brasil
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