A taxa de desemprego média de 2017 ficou em 12,7%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, a taxa havia ficado em 11,5%. A média é a maior já registrada desde que o IBGE passou a fazer o estudo, em 2012.
Analisando-se apenas o último trimestre do ano, a taxa ficou em 11,8%. A taxa do terceiro trimestre de 2017 havia ficado em 12,4%. Já a taxa do último trimestre de 2016 havia sido de 12%.
A população de trabalhadores com careira assinada no setor privado no País totalizou 33,321 milhões de pessoas no quarto trimestre de 2017, o nível mais baixo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012.
O auge da carteira assinada ocorreu no segundo trimestre de 2014, quando alcançou 36,880 milhões de trabalhadores.
"O mercado de trabalho tirou pessoas com carteira assinada, mexeu com a estabilidade. Essa pessoa que perde o emprego com carteira é responsável pela estrutura familiar. E essa estrutura familiar (os integrantes da família), para compensar, parte para o mercado de trabalho. Muitas vezes isso se dá não pela perda do emprego, mas da estabilidade, da carteira assinada", explicou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.
Com o fechamento dos postos formais, trabalhadores tentaram reforçar a renda familiar atuando por conta própria. No quarto trimestre de 2017, 23,198 milhões de pessoas estavam trabalhando por conta própria, o maior patamar da série histórica da Pnad Contínua.
Da Redação
Com Agências
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