A propagação de boatos pelo aplicativo de mensagens WhatsApp vem atrapalhando de forma significativa a atuação da Polícia Militar em todo o país. É comum que pessoas compartilhem informações como assassinatos, roubos e furtos sem checar a procedência das informações. Dinheiro público é gasto na apuração de falsas denúncias, como desperdício de combustíveis de viaturas e perda de tempo no serviço de inteligência.
O chefe da Sala de Imprensa da Polícia Militar, major Flávio Santiago, informou que a corporação tem uma equipe especialmente treinada para checar a veracidade das informações que recebe. “Para a PM, é muito rápido. Nós checamos a informação no momento. Quando a notícia chega pelo WhatsApp é diferente de quando chega pelo 190. As do aplicativo necessitam de uma confirmação”, diz o militar.
Ainda de acordo com o major, a checagem é feita pela inteligência da PM, que por meio de ligações e da internet investiga se o fato é verdadeiro. No entanto, em muitos casos é preciso deslocar uma viatura até o local, o que, além dos gastos, ocupa os policiais e os impossibilita de atender a ocorrências reais.
A PM informa, ainda, que não contabiliza as notícias falsas recebidas pelo aplicativo. Mas, no caso dos trotes que movimentam a corporação da mesma forma, só no ano passado foram mais de um milhão.
Em Sete Lagoas, a Assessoria de Comunicação da Polícia Militar pede aos usuários que procurem orientar as vítimas a chamar a polícia e a registrar Boletins de Ocorrência, ao invés de publicar informaões sem a devida apuração na rede.
Da Redação
Com O Tempo
Sete Lagoas Notícias















