Em Audiência Pública realizada nessa quarta-feira (03), a Câmara Municipal de Sete Lagoas intermediou a discussão entre moradores vizinhos ao loteamento Village da Serra e responsáveis pelo empreendimento. O ponto principal dos debates foi o impacto ambiental que a área sofrerá, principalmente com a emissão de esgoto dos esperados 500 moradores do loteamento.
Responsáveis pelo loteamento, localizado em uma área rural após o Bairro Padre Teodoro, moradores vizinhos, compradores dos lotes de 360 m² do Village da Serra, vereadores e ambientalistas debateram sobre a possibilidade de poluição do córrego do Machado com a emissão dos resíduos. A principal queixa de vizinhos do empreendimento quanto ao local de instalação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), instalada em um nível abaixo dos lotes.
Ângelo Ribeiro representou os moradores e disse da indignação deles quanto ao emissário de esgoto apontado para o córrego do Machado. “O lançamento vai matar 800 metros do córrego”. O representante entende também que os dejetos “vão matar a possibilidade de no futuro produzirem água na região”, denunciou o líder comunitário.
Especializada em esgotamento sanitário, a empresa Igiene foi contratada pelo empreendimento para tratar os resíduos dos futuros moradores antes que eles atinjam o córrego. O engenheiro responsável pela ETE do local, Marcel José, explicou que a questão já está resolvida. “Mesmo assim se acontecer alguma coisa vocês saberão aonde cobrar. O sistema é licenciado e homologado”, comprometeu-se.
Diante das cobranças e questionamentos dos moradores e do presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Marcos Vinícius Polignano, o responsável pelo loteamento assumiu o compromisso em redirecionar o local de lançamento dos resíduos. Mas o empresário Haroldo Rodrigues cobrou um compromisso de todos. “Vou ter gastos, mas assumo o compromisso de tomar providências. Mas espero que todos aqui se unam para contribuir”, pediu.
O secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Nadab Abelin se colocou à disposição para dialogar e “buscar alternativas”. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) esteve representado e confirmou que o empreendimento foi aprovado pela autarquia.
Atuação dos vereadores
Na busca de um consenso entre as partes os vereadores fizeram ponderações. O presidente da Câmara, Claudio Caramelo (PRB), valorizou a participação de todas as partes. “Todos aqui vieram desarmados e estão dispostos a resolver”, disse.
Rodrigo Braga (PV) também ressaltou o acordo, mas questionou a demora na resolução do impasse. “Me preocupa esperar uma Audiência para resolver. Precisava chegar até aqui”? Renato Gomes (PV) prometeu uma visita ao local para “tomar pé” da situação bem de perto.
Como encaminhamentos ficaram definidas três ações. A Câmara vai acompanhar todo o trabalho que foi assumido. A ata da sessão também será encaminhada ao Ministério Público. Por fim, o Legislativo se comprometeu em mover gestões junto ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas na busca por soluções para o tratamento de esgoto da cidade.
A audiência foi requerida pela vereadora Gislene (PSD), que se mostrou satisfeita com o resultado da sessão: “Saio daqui com o coração em paz porque o objetivo foi alcançado”.
Da Redação
Com informações da CMSL
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