Foto: Carlos Alberto/ Imprensa MG – Parceria entre Sesp e Sedpac viabilizam palestras
Da Agência Minas
Atendentes do 181 Disque Denúncia Unificado (DDU) estão sob treinamento de profissionais que atuam com a temática de direitos humanos. O objetivo é qualificar o atendimento realizado de casos relacionados ao público LGBT, crianças, idosos, mulheres e injúrias raciais. A ideia é que a qualificação melhore o acolhimento de denúncias que são recebidas pelo 181, como estupro de vulnerável e cárcere privado, assim como o encaminhamento de informações de violações de direitos humanos que chegam ao canal, mas que precisam ser direcionadas para o Disque 100 da Secretaria Nacional de Direitos Humanos ou para outra instituição.
A capacitação, iniciada na última quarta-feira (19/10), continuou na sexta-feira (21/10) e volta a ocorrer na quarta-feira (26/10). As palestras acontecem por meio de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac).
Como destaca a superintendente de Integração e Promoção da Qualidade Operacional do Sistema de Defesa Social, Roberta Ignácio Lima, é importante a sensibilização dos que recebem as denúncias para melhor encaminhamento dos denunciantes a uma rede sólida e efetiva, indicada para cada área. “O atendimento já é bastante eficiente, mas queremos orientar melhor nossos servidores, para garantir a cordialidade, respeito e segurança na hora de passar as informações aos cidadãos”, observa.
Rosinha da Silva*, atendente do 181 há quatro anos, conta que a maior dificuldade no atendimento é a compreensão do público do que é realmente o serviço, como funciona e quais tipos de denúncias são atribuições do DDU. Para ela, o curso vai auxiliar na hora de orientar quem liga para denunciar. “Estou com a expectativa de que o treinamento vai ser bem esclarecedor para o nosso atendimento. Principalmente no que está relacionado a direitos humanos, para a gente conseguir orientar melhor o caminho certo a ser buscado”, afirma.
181 e Disque 100
Em assuntos relacionados à temática de direitos humanos, o DDU recebe denúncias como violências contra idoso, estupro e cárcere privado. Já informações como violência contra mulher, violência contra criança, injúria racial, ameaça ao público LGBT, falta de acessibilidade a prédios, por exemplo, são sempre encaminhadas para o Disque 100.
Como esclarece o coordenador do Disque Denúncia Unificado pela Sesp, Aaron Dalla, uma diferença relevante entre os canais “é que o Disque 100 repassa a denúncia para órgãos que têm o objetivo de acolher a vítima. O DDU, por sua vez, tem um foco no infrator, buscando a adoção de medidas de persecução criminal”, esclarece.
Como funciona o Disque Denúncia
O cidadão faz a denúncia por meio do número 181 e recebe uma senha para acompanhar o resultado das investigações. As informações são registradas no sistema e encaminhadas a uma mesa composta por analistas da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Esses profissionais analisam e incorporam à denúncia outras informações que possam auxiliar na investigação e enviam para a ação da unidade de ponta responsável pela região denunciada.
Depois das investigações, as informações sobre resultados e providências adotadas retornam à mesa de análise, para que o resultado fique disponível para o denunciante. Assim, em até 90 dias, o cidadão que retorna a ligação com a senha em mãos pode receber, sem se identificar, as informações sobre o as investigações iniciadas por meio da sua denúncia. A central de denúncias do 181 funciona ininterruptamente e a ligação é gratuita.
*Por questões de segurança, é preservada a identidade de quem trabalha no 181 Disque Denúncia















