Artistas de Sete Lagoas realizaram, na noite dessa quinta-feira (12), na Casa da Cultura, uma reunião com representantes do poder público para debater a situação dos espaços de manifestação cultural do município, fechados desde outubro do ano passado. Os representantes da classe artística apresentaram a membros do Executivo e do Legislativo, que atenderam à convocação para a reunião, a preocupação quanto à paralisação das atividades e a falta de acesso aos diversos espaços culturais vinculados à Secretaria Municipal de Cultura.
Estavam presentes no debate os secretários municipais de Cultura, Educação e Esporte, Gutemberg Silva, e de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Bruno Chaves Violante. Também participaram o Presidente da Câmara Municipal de Sete Lagoas, Cláudio Nacif, o Caramelo, e representantes da sociedade civil.
De acordo com os artistas, as exonerações de servidores da Secretaria Municipal de Cultura feitas a partir de outubro de 2016, ainda na gestão passada, inviabilizaram a abertura dos espaços culturais do município. Eles querem a retomada das atividades com a normalização do quadro de pessoal. Atualmente, estão fechados pontos de referência como a Casa da Cultura, o Casarão, a Galeria Miralda, entre outros, além de espaços para espetáculos, exposições e shows de médio e pequeno porte.
“São muitos artistas que estão mobilizados e juntos, apesar de terem opiniões discordantes. A gente estava ali, querendo o bem maior que é a manutenção da secretaria de Cultura, a manutenção dos projetos da gestão passada, que são coisas boas para a cidade, como o Inverno Cultural, a Virada Cultural, a manutenção dos espaços e da equipe de Comunicação que vinha trabalhando bem, a equipe de realização de projetos e produção”, disse o diretor e ator do grupo Preqaria, João Valadares.
De acordo com o secretário municipal de Cultura, Gutemberg Silva, na próxima semana haverá uma reunião com a equipe de governo, na qual será debatido o problema. Gutemberg informou, ainda, que os recursos previstos no orçamento serão investidos dentro da normalidade em 2017.
Por Renato Guedes















