Após disparar 8,15% na véspera, no maior salto desde janeiro de 1999, o dólar comercial abriu os negócios desta sexta-feira (19), por volta das 9h10, operando em queda de 1,44%, vendido perto de R$ 3,34.
Na tentativa de conter a alta da moeda, o Banco Central anunciou forte intervenção no mercado. Além de manter a oferta de até 8.000 swaps cambiais tradicionais (equivalentes à venda futura de moedas) para rolagem do vencimento, também leiloará swaps diariamente até o próximo dia 23, ofertando até 40 mil novos contratos em cada atuação.
O Tesouro Nacional também anunciou intervenção e fará leilões de compra e venda de títulos públicos. Na noite de ontem, foi divulgada a conversa do presidente Michel Temer com o delator Joesley Batista, um dos sócios da JBS. Batista acusa o presidente de autorizar pagamentos para silenciar o ex-deputado Eduardo Cunha, o que Temer nega.
O áudio é inconclusivo sobre o silenciamento de Cunha, mas mostra que o empresário contou ao presidente que subornava um procurador. A conversa foi divulgada depois do fechamento dos mercados. Ao longo da quinta, houve forte turbulência após o jornal "O Globo" antecipar as informações da conversa. Também antes da divulgação do áudio, Temer fez um pronunciamento em que negou as acusações e disse que não vai renunciar.
Risco Brasil
O Risco Brasil medido pelo indicador CDS (Credit Default Swap) - um tipo de seguro contra calote - operou em forte alta nesta quinta-feira (18) e chegou aos 269 pontos após o pronunciamento do presidente Michel Temer, o que representa alta de 28,7% em relação ao nível do fim da tarde de quarta-feira. No dia 15 de maio, o CDS de cinco anos havia fechado abaixo de 200 pontos pela primeira vez no governo de Temer, a 199,32 pontos. Esse foi o menor patamar desde 26 de janeiro de 2015. O movimento era uma resposta ao otimismo do mercado com o andamento de reformas e pela expectativa de melhora da atividade econômica.
Da Redação
Com Reuters e Estadão
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