Está em fase de estudos o projeto de acoplar uma rodoviária ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. O diretor presidente da concessionária BH Airport, Adriano Pinho, afirma que a possibilidade vai ao encontro dos esforços de expansão da conectividade entre Belo Horizonte e destinos turísticos de Minas, como as cidades históricas e Inhotim.
Pinho justifica que “muitos passageiros que querem ir para esses destinos deixam de usar o aeroporto pela dificuldade de acesso rodoviário”. Ainda segundo o diretor, um terminal rodoviário normalmente tem capacidade para atender uma região em um raio de 200 a 250 quilômetros. “A ideia é facilitar a integração entre os passageiros e destinos turísticos. Mas acreditamos que uma rodoviária vai fomentar não só o turismo, como também os negócios”, completa.
Considerado o maior museu a céu aberto do mundo, o Inhotim recebe mais de 350 mil visitantes ao ano. Localizado em Brumadinho, fica a 93 quilômetros do aeroporto. Para o diretor executivo de Inhotim, Antonio Grassi, a opção vai facilitar muito a vinda de turistas, tanto na parte logística quanto na financeira. “Quase metade dos nossos visitantes são de outros Estados e muita gente vem direto do aeroporto. Prova disso é que, recentemente, tivemos que ampliar nosso guarda-volumes, tamanho é o número de pessoas que chegam com malas”, explica Grassi. Só o público de estrangeiros varia entre 13% e 20%.
Além de Inhotim, o terminal vai atender a vários outros destinos. “Pensamos em cidades como Ouro Preto e Conceição do Mato Dentro, onde há muita demanda de turistas”, afirma Pinho. “É um projeto para ser feito em parceria com o governo do Estado. Já apresentamos a ideia e ela foi bem recebida”, finaliza.
Por Ana Amélia Maciel
Com O Tempo
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