A extensa programação da 31ª Semana do Folclore de Sete Lagoas foi encerrada no último domingo (27), com grande participação do público. As atividades fizeram parte das comemorações dos 150 anos da cidade e a adesão dos sete-lagoanos ao evento mostrou o quanto as manifestações culturais populares são importantes para os moradores da cidade. Os eventos permitiram conhecer e prestigiar cada uma delas de modo totalmente gratuito.
A exposição “Folk-lore Conhecer para Respeitar” teve recorde de público, cerca de 1700 pessoas participaram das visitas guiadas. A mostra reuniu no Centro Cultural Nhô Quim Drummond (Casarão) instalações que remetiam a cada uma das principais manifestações folclóricas presentes em Sete Lagoas: folia de reis, quadrilhas, capoeira, guardas de congo e lendas. Cada uma destas culturas teve seu espaço de prestígio na programação.
Na sala da Capoeira, Mestre Paulinho Godoy e Mestre Marinheiro passavam informações ao público
De acordo com o coordenador do Casarão, Paulinho do Boi, “a festa do folclore é do povo de Sete Lagoas e é protegida por lei, sendo obrigação do município realizá-la todos os anos”. Para ele, o diferencial da festa de 2017 foi a estratégia de dar espaço para cada manifestação folclórica, tendo um representante de cada uma delas para prestar informações nas salas de exposição.
O que rolou
Na quarta-feira (23), o grupo Carroça Teatral encenou a história do Boi da Manta na arena do Casarão. No dia seguinte foi a vez das quadrilhas “Amigos da Melhor Idade” e “Puerinha” e da banda Forró de Saia animarem o público na Praça Tiradentes. Houve também uma edição especial do projeto Quinta na Praça. Na sexta-feira (25) a influência da religião e da intolerância religiosa no folclore foram temas de uma roda de conversa, promovida no Casarão e mediada por membros do Conselho Municipal de Igualdade Racial.
Quarilha Pueirinha foi uma das atrações da quarta-feira (23), na Praça Tiradentes, representando Sete Lagoas e diversos municípios da região
Sábado (26) foi dia de Encontro de Folias de Reis e Pastorinhas, com cortejo da Praça Tiradentes até a Praça Dom Carmelo Mota (Praça da Feirinha do Centro). Quinze grupos coloriram e musicalizaram o trajeto com seus cantos. Após o cortejo, a música na Praça da Feirinha ficou por conta da banda GangaBruta+Congadar, com sua mistura de rock e congado mineiro, e com o grupo Samba da Meia Noite.
As guardas de congo tomaram conta da programação do domingo (27). Um cortejo embalado pelas toadas de cada uma das cinco guardas que participaram foi realizado da Praça Tiradentes até a Igreja de Santa Luzia. Simbolizando a aceitação da entrada do negro na igreja católica, as guardas, juntamente com o padre responsável pela paróquia, realizaram a Missa Conga. O Encontro das Guardas de Congo terminou em confraternização, em um almoço oferecido pela Secretaria Municipal de Cultura aos congadeiros e para o público que acompanhou o cortejo.
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Por Ana Amélia Maciel
Sete Lagoas Notícias















