A poluição ambiental por micro-organismos e por agentes tóxicos é um fato que gera preocupação crescente. É causada, de acordo com especialistas, pelo desrespeito aos bens naturais que se manifesta de diversas formas, como o lançamento direto e indireto de lixo doméstico e agropecuário, sem tratamento ou após tratamentos ineficazes, deposição inadequada de resíduos, muitas vezes de maneira clandestina, entre outros danos.
Diante da situação de degradação das lagoas da cidade, técnicos ambientais da Escola Técnica de Sete Lagoas, em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, realizaram na tarde desta quarta-feira (22), Dia Mundial da Água, uma importante ação de controle: a coleta de água das Lagoas Paulino e do Cercadinho para análise laboratorial.
Apesar da beleza e de ser um dos mais importantes cartões postais da cidade, a Lagoa Paulino tem emitido odores anormais e registrado peixes mortos, indício de um desequilíbrio no ecossistema aquático. O excesso de poluição pode provocar perda de oxigênio na água, o que possivelmente provoca a morte dos peixes, de acordo com os especialistas.

Encontrar peixes mortos na Lagoa Paulino não é tarefa difícil, como esta espécia registrada no Dia Mundial da Água, celebrado nesse dia 22 de março
A água coletada será encaminhada para o Laboratório de Análise Ambiental da Escola Técnica, e dentro de 15 dias úteis o resultado será passado para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Ainda nesta semana, outras lagoas serão visitadas para a coleta e análise da água.
Participam do trabalho as técnicas ambientais Alesandra Silvério e Maiara Alana (estagiária) e a assessora de Meio Ambiente Karla Tathiany.
Desafio
Durante reunião especial realizada na Câmara Municipal de Sete Lagoas, em alusão ao Dia Mundial da Água, nesta quarta-feira, 22 de março, o presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), Aluísio Barbosa, revelou que 99,9% dos domicílios da cidade têm abastecimento de água e que 98,6% do esgoto é coletado. O problema é que desse montante apenas 9,6% do resíduo é tratado.
Um dos principais desafios do Saae, além de equacionar um montante significativo de dívidas e problemas administravos, é tirar do papel a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Matadouro. De acordo com o órgão, o recurso está garantido junto ao Governo Federal, mas a falta de licenciamento impede o início da obra, situação que já dura cerca de 11 anos.
Da Redação
Colaborou Renato Guedes
Sete Lagoas Notícias















