O novo comandante da Região da Polícia Militar (RPM), que fará parte da 19ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp), o Coronel Charles Generoso Baracho, assumirá oficialmente o cargo nas primeiras semanas de fevereiro, mas já volta a sua atenção para inúmeras questões que pretende tratar em seu comando. O nome de Baracho foi designado para assumir o posto em publicação feita no último sábado (21), no Diário Oficial do Estado, o jornal Minas Gerais.
Aos 45 anos, dos quais dedicou bem mais da metade à Polícia Militar (completa 27 anos de PM no próximo mês de fevereiro), o Coronel Baracho chega ao auge da carreira, de acordo com suas próprias palavras. Nascido em Diamantina, desde fevereiro de 2016 ele comandava o 14º Batalhão da PM em Ipatinga, no Vale do Aço, um dos mais importantes do estado. No entanto, sua história com Sete Lagoas é antiga, onde trabalhou entre 1993 e 2007 e mora atualmente.
Na manhã desta segunda-feira, 21 de janeiro, em uma solenidade de apresentação, ele participou de um encontro entre 16 coronéis recém-promovidos e o governador Fernando Pimentel, no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Também esteve presente o novo comandante-geral da PM no estado, o Coronel Helbert Figueiró de Lourdes.
Após a reunião, Baracho conversou por telefone com o SeteLagaoasNotícias.com.br e falou sobre suas expectativas no comando da Região de Polícia Militar e da 19ª Risp, em instalação em Sete Lagoas. Com a implementação do órgão, amplamente requisitado pelo deputado estadual Douglas Melo nos últimos anos junto aos comandos das Polícias Militar e Civil e ao Governo de Minas, entre outros ganhos, Sete Lagoas agora tem comando próprio e não mais se submete ao comando de Curvelo. No entanto, o sistema de inteligência das duas cidades deve permanecer integrado, para maior eficiência dos trabalhos em âmbito regional. Este e outros temas o novo comandante esclarece na entrevista a seguir:
O senhor se sente preparado e motivado para enfrentar esse desafio?
Como você disse, é um desafio, mas é muito gratificante e emocionante você chegar no último posto da corporação, da instituição em que trabalhou a vida toda. Isso por si só já dá uma motivação para a gente. Cheguei para servir em Sete Lagoas em 1993 e trabalhei na cidade até 2007. Fui aspirante, tenente e até em posto de capitão eu trabalhei, no nosso batalhão. Participei quando era ainda a 1ª Cia Independente e depois ela foi transformada no 25 Batalhão, por volta do ano 2000. Então, na construção do quartel, a gente participou desse processo todo, dessa mudança. Tenho uma história muito grande não só com o batalhão mas com a própria cidade. Isso só aumenta nossa responsabilidade de prestar um serviço diferenciado no campo da segurança pública.
A RISP vai mesmo mudar o patamar da segurança pública em Sete Lagoas?
É aquele detalhe, não é só a Polícia Militar. A PM tem seu papel importante, mas tem outros atores envolvidos na integração, e é claro, a comunidade tem que abraçar e cooperar também. Vamos utilizar os recursos tecnológicos que a gente tem, porque sem tecnologia a gente não faz nada. Não é só de recursos humanos que estou falando, mas de recursos materiais, recursos tecnológicos. A gente está fazendo um trabalho diferenciado, contando com o apoio e a atenção que a comunidade sempre deu para a Polícia Militar.
Como a Risp vai operar na prática? Haverá sede física para o comando?
Ainda estamos discutindo esse assunto entre o comando da instituição. Já tem um Tenente Coronel que está olhando algumas coisas, o Dário, e vou conversar com ele sobre isso. A intenção é que tenha uma sede própria, que seria a sede da região. A sede própria para outros órgãos (como Bombeiros e Polícia Civil), no momento, agora, não será possível. Mas a sede da Região, da Polícia Militar, com certeza, sim. Até mesmo para criar uma identidade.
Haverá integração com outras regiões nos trabalhos de policiamento ostensivo e inteligência?
Não só internamente com a Polícia Militar, que é o que a gente já faz, mas com as outras instituições como a Polícia Civil, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, porque o crime está passando pela rodovia, por questões de logística, e temos que integrar muito o sistema de inteligência. No sistema prisional, vocês estão acompanhando a situação que a gente está vivendo. Será importante essa interação também com o sistema prisional.
Que tipo de resposta a PM espera do poder público para que os trabalhos tenham êxito?
Na verdade a gente tem que chegar e mostrar serviço. Não adianta a gente querer buscar as coisas, cobrar, sem primeiro mostrar a que veio. Eu quero trabalhar, e trabalhar muito, mostrar o nosso valor. O principal, que é o pessoal ver a polícia na rua abordando, prendendo, baixando os índices de criminalidade, isso vai acontecer. Então o meu compromisso é esse, primeiro. É claro que a gente vai estar conversando com o Poder Público Municipal, com o próprio Estado, no que for possível pra gente buscar esses recursos, esse apoio. Nós já estamos com uma frota terceirizada que está chegando, já vamos daqui a poucos dias entrar em funcionamento. Estamos num processo ainda da instalação da rede de rádio, da digitalização da nossa rede, todos passos importantes que estão sendo adotados para a gente melhorar.
Da Redação















