Foto: O Tempo
Natália Oliveira, O Tempo
Nas telas de cinema, nos quadrinhos e nos desenhos animados, o Homem de Ferro é conhecido por combater o crime utilizando suas armaduras tecnológicas, que ainda lhe garantem uma nova vida. No mundo real, a tecnologia foi usada para fazer com que o pequeno Vanclever Machado Vila Nova dos Santos, o Pepi, de 13 anos, se sentisse um herói entre seus amigos e ganhasse uma vida totalmente nova.
O menino nasceu sem parte do braço e da mão direita e na última quinta-feira (27) ganhou uma prótese mecânica que imita o braço do Homem de Ferro. Agora, além de conseguir fazer algumas atividades que eram impossíveis antes, como, por exemplo, segurar objetos, ele se tornou sucesso entre os amigos da escola.
“O primeiro dia do Pepi na escola com a prótese foi uma alegria enorme. Os amiguinhos dele adoraram a nova mão. Virou uma ótima brincadeira. Além disso, o braço está ajudando muito ele na escola”, contou o pai do menino, Vlandercley Vila Nova dos Santos 42, autônomo. A família mora em Sete Lagoas, região Central de Minas e o braço mecânico veio de São Paulo para o menino.
A história começou quando o engenheiro de mecatrônica, Thiago Jucá, 26, conheceu um amigo da família de Pepi durante um evento. O amigo contou a história do pequeno e, sensibilizado com a história, Jucá resolveu fazer uma prótese para o menino. “Só tinha um problema eu moro em São Paulo e ele em Minas, então eu tive que fazer as próteses me baseando em fotos”, contou Jucá.
O engenheiro queria fazer algo que o garoto se identificasse e depois de saber que ele era fã do Homem de Ferro, fez um braço imitando o do super-herói. Jucá foi a Lagoa Santa para encontrar Pepi e entregar a prótese para ele. Em um vídeo, feito pela família do menino, o adolescente esbanja alegria ao receber o braço. Ele sorri, pula e parece não acreditar.
“Eu fiquei muito emocionado ao ver a felicidade dele. Eu sempre tive tudo e sou muito grato por isso. Mas temos que pensar nas pessoas com dificuldades, pensar que tem gente que não tem nem o braço. Eu tive gratidão por tê-lo ajudado”, contou Jucá.
Logo que coloca o braço, o menino já consegue realizar movimentos até mesmo com os dedos da mão. “Essa prótese é muita prática, ela tem um mecanismo que logo a pessoa se adapta e consegue já realizar os movimentos com facilidade”, afirma o engenheiro.
A família de Pepi conta que ele já teve até outras próteses, mas que essa foi a que o deixou mais feliz e que ele mais se adaptou. “Veio em uma ótima hora, porque não teríamos nunca condições de comprar uma prótese com essa qualidade. Ele já teve algumas outras de madeira e até uma feita com garrafa pet, que ajudava ele a tocar violão, com essa eu acho que ele vai poder fazer muito mais coisas”, conclui o pai do menino.
Projeto de prótese será expandido
A felicidade nos olhos do pequeno fez com que o engenheiro decidisse expandir o programa e fazer a prótese para mais pessoas que necessitam. “Minha ideia é fazer próteses que as pessoas se identifiquem e que combinem com elas, porque isso ajuda a incentivar as pessoas a se adaptarem aos mecanismos”, explica Jucá.
Segundo ele, as próteses serão vendidas a um preço bem baixo ou haverá um esquema de doação para quem não tem condições de pagar por elas. A ideia é fazer com que essas pessoas tenham uma qualidade de vida melhor mesmo.















