O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Minas Gerais firmou um acordo com um produtor de leite da Zona da Mata mineira, após flagrar um trabalhador de 67 anos em condições análogas à escravidão. O acordo, anunciado nesta terça-feira (23), prevê o pagamento de verbas rescisórias e indenização por danos morais ao trabalhador, que somam mais de R$ 200 mil.
O trabalhador, que não teve sua identidade revelada, vivia em um quarto com colchão rasgado, teias de aranha nas paredes, janela com buracos, sujeira e roupas em sacos. Ao lado, um ninho de galinhas com fezes. Segundo o MPT, o local era "totalmente insalubre".
A vítima trabalhou para o produtor rural por pelo menos 24 anos sem vínculo empregatício. Durante esse período, sofria de dores na coluna e apresentava lapsos de memória, além de ter perdido dois dedos da mão direita em um acidente de trabalho com uma máquina de cortar grama em 2008, sem nunca ter recebido acompanhamento médico adequado.
O trabalhador foi resgatado após uma ação conjunta de órgãos de fiscalização e assistência social. Um acordo foi firmado com o empregador, que prevê o pagamento de verbas rescisórias e indenização por danos morais à vítima, totalizando mais de R$ 200 mil.
O acordo também prevê o cumprimento de medidas de segurança e saúde no trabalho rural, registro de todos os empregados e cumprimento de deveres pelo empregador, como concessão de férias e depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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