O estacionamento rotativo Faixa Azul voltará a vigorar em Sete Lagoas no próximo dia 12 de abril, com sistema digital, via aplicativo de celular e créditos eletrônicos. O serviço havia sido suspenso para avaliação em 3 de janeiro, por determinação da Secretaria Municipal de Trânsito. O retorno, três meses depois, foi aprovado pela Prefeitura depois que a GCT, empresa operadora, promoveu melhorias no aplicativo, com uma interface mais amigável e intuitiva.
Os preços continuam os mesmos: R$ 0,75. De acordo com a empresa operadora, essa é uma facilidade comparada com outras cidades onde as frações são de uma hora ou mais. Uma hora de estacionamento em Sete Lagoas custará R$ 1,50. Comparativamente, em Betim, uma hora custa R$2,10 e, em Belo Horizonte, R$ 4,10. Em Barbacena, a fração inicial é de uma hora e meia e custa R$ 2,00.
O novo Faixa Azul cobrirá cerca de 1.600 vagas de estacionamento nas ruas do centro e “multiplicará” as vagas disponíveis por meio da promoção da rotatividade, ainda de acordo com a operadora. Atualmente, a média de ocupação de uma vaga é de 1,2 carros por dia. Com o rotativo, a mesma vaga poderá receber, em média, cinco veículos ao longo do dia.
A Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas (ACI), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e o Sindcomércio apoiam o uso do Faixa Azul para regular o trânsito da região central de Sete Lagoas, onde está concentrado o comércio que atrai consumidores de toda a região. “Quanto maior a facilidade de estacionamento, mais consumidores teremos em nossas lojas e estabelecimentos, o que é bom para toda a comunidade”, explica Flávio Fonseca, presidente da ACI.
O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Sete Lagoas, Bruno Chaves Violante, cuja pasta tem também responsabilidade sobre a gestão do trânsito da cidade, informa que a intervenção municipal sobre o serviço, em janeiro, ocorreu para garantir ao cidadão de Sete Lagoas o melhor serviço possível: “Por meio do diálogo, a Prefeitura e a GCT encontraram maneiras de tornar o Faixa Azul mais adequado à cidade.”
Ele lembra que Sete Lagoas tem uma frota de mais de 110 mil veículos, dos quais 50% são carros de passeio. “Com menos de duas mil vagas de estacionamento público na área central precisamos ajudar o comercio e, ao mesmo tempo, desafogar o fluxo intenso de veículos, que tenderá a crescer ainda mais à medida em que a economia comece a se recuperar.”
COMO USAR
O estacionamento rotativo Faixa Azul de Sete Lagoas é um dos poucos no Brasil que funcionam por sistema digital. No lugar de talões ou folhas avulsas, os usuários podem usar o próprio celular para pagar e ativar seu tempo de estacionamento ou fazê-lo, também eletronicamente, através de uma rede de Postos de Venda.
O processo é simples. O motorista baixa o aplicativo BluePark em seu celular (disponível para Android ou IOS). Em seguida, realiza o cadastro com dados pessoais e a placa do carro (pode, aliás, cadastrar mais de uma placa). Depois é só adquirir os créditos através do cartão de crédito e ativar o estacionamento, informando o local onde o veículo está estacionado e o tempo de permanência, tudo no próprio aplicativo.
O usuário que não quiser utilizar o sistema via celular pode comprar tickets virtuais e ativar o estacionamento em um dos pontos de venda mais próximos, indicados nas placas indicativas do Faixa Azul. O motorista precisa indicar a localização aproximada do veículo, usando o nome da rua e o número do imóvel mais próximo ou um outro ponto de referência. O pagamento e o registro do estacionamento são feitos no próprio posto de venda, com base na placa do veículo. O motorista recebe um comprovante impresso das operações.
Educação
Como anteriormente, a fiscalização do trânsito continuará sendo feita pelos agentes da Guarda Municipal de Sete Lagoas, através de sistema de videomonitoramento. A GCT manterá monitores para auxiliar os fiscais e também para contribuir nas informações aos usuários sobre as formas de utilização do sistema.
“O objetivo do estacionamento rotativo no Brasil, como em todo o mundo, é educar as pessoas a não ocupar vagas ao longo do dia inteiro, o que não é justo socialmente, não ajuda o fluxo viário dos centros urbanos e é prejudicial ao comércio de rua, que movimenta a vida das cidades”, informa Atílio Riccio, da GCT. “Além disso, quando o motorista não consegue estacionar em um determinado local ele fica circulando nas ruas até achar uma vaga, para em fila dupla ou em local proibido para esperar alguém. Essas atitudes complicam o tráfego, prejudicando a todos”, complementa.
O acordo para ampliar os postos de venda de créditos do Faixa Azul é também, segundo a operadora, uma oportunidade para os comerciantes locais, já que atualmente há aproximadamente 50 postos de venda cadastrados na região central, mas o objetivo é alcançar 70 locais. “A prioridade será para o pequeno comércio, como lanchonetes, bancas de revistas. Para estes comerciantes é uma oportunidade de venda e, para os usuários, é garantia de melhor serviço, já que o tempo de espera é menor, pois não enfrentam filas nos caixas”, finaliza Atílio Riccio.
Da Redação
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