O presidente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Sete Lagoas, Arnaldo Nogueira, anunciou em entrevista coletiva realizada na manhã dessa quarta-feira (2) que deixará o comando da autarquia municipal por motivos particulares. Ele estava acompanhado do engenheiro civil e sanitarista, Jairo Batista, e o do diretor administrativo, Geraldo Donizete. Eles fizeram uma análise dos cerca de seis meses de gestão na autarquia e esclarecimentos sobre questões administrativas e operacionais.
Durante a coletiva, Arnaldo Nogueira e Jairo Batista comentaram os resultados da auditoria que aponta diversos erros no projeto da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Rios das Velhas. Eles também chamaram a atenção para uma auditoria independente feita em todo o projeto de criação, elaboração, estruturação e construção do sistema de captação de água do Rio das Velhas, obra avaliada em mais de R$ 170 milhões, considerada por Nogueira “inacabada e mal construída”.
O presidente do Saae ainda destacou que existem muitas deficiências operacionais no órgão, com equipamentos danificados ou em falta, como os de parte elétrica, além de grandes erros de montagem e manuseio de equipamentos, como bombas, cabos, materiais elétricos, hidráulicos, entre outros. “Em conversa com o Prefeito Leone Maciel, eu disse que é preciso que até outubro se dê um reparo nisso, e o Saae é que terá que arcar com o valor desses reparos”, diz.
Na gestão do Saae desde 17 de abril, quando substituiu Aluísio Barbosa, Arnaldo Nogueira afirmou que a autarquia conseguiu diminuir gastos com o consumo de água, a partir de janeiro de 2017, e também reduzir o número de cortes do serviço na cidade, além de fornecer mais água para vários bairros que tinham problemas constante de abastecimento. O substituo de Arnaldo Nogueira deve ser anunciado oficialmente nos próximos dias.
Orçamento
Já o diretor administrativo do Saae, Geraldo Donizete, enfatizou que o órgão tem um grande problema orçamentário, apesar da folha de pagamento dos funcionários estar em dia. O Saae tem hoje, de acordo com o diretor, uma dívida com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de aproximadamente R$ 6 milhões. Outro débito, já renegociado, é com a Companhia Elétrica de Minas Gerais (Cemig), em cerca de R$ 18 milhões. Donizete ressaltou as dificuldades de cumprir com os compromissos do órgão com esses gargalos.
Por Renato Guedes
Sete Lagoas Notícias















