Foto: Divulgação - Fim de tarde na Lagoa Paulino, um dos cartões postais da cidade
Da Redação
Por conta da grave crise econômica que o município atravessa, as meções aos 149 anos de emancipação política de Sete Lagoas, comemorados nessa quinta-feira (24), se resumiram à cerimônia da entrega da “Grande Medalha de Mérito Cidade Sete Lagoas”. A honraria é concedida a personalidades que prestaram “relevantes serviços” ao município. O prefeito em exercício, Márcio Reinaldo, conduziu a solenidade, na qual 25 pessoas foram homenageadas.
A história*
Sete Lagoas foi fundamentada no tempo da febre do ouro, quando os Bandeirantes desbravavam os sertões. Por volta de 1667, chegaram às terras do município os primeiros europeus, componentes da Bandeira de Fernão Dias. Naquela época, receber do Rei o título de Barão, Marquês, Conde ou Duque era a maior honraria que se podia alcançar. Assim aconteceu com Fernão Dias Paes Leme: o Governador das Esmeraldas.
Em 1677, já com 60 anos, Fernão ainda quis descobrir esmeraldas para o Rei de Portugal. Saiu de São Paulo e cruzou as terras de Minas Gerais até o Grão Mogol. Ao meio da jornada, internou-se pelos arredores na expectativa de descobrir alguma novidade que lhe fosse útil e ao Rei de Portugal. Foi então que encontrou em um serrote das “Sete Lagoas”, um minério argentífero de singular beleza. Presume-se que o serrote a que se referem vários historiadores seja a Lapa do Chumbo, da Fazenda das Melancias e que foi pesquisado por vários mineralogistas, inclusive pelo engenheiro Doutor Teófilo Benedito Otoni, nome estreitamente ligado aos acontecimentos que marcaram a vida desta comunidade nos primeiros lustros deste século.
*Com informações da PMSL

