A empresa de transporte coletivo Turi informou que enfrenta dificuldades financeiras para manter a operação em Sete Lagoas e confirmou, na tarde desta segunda-feira (27), que não possui combustível para abastecer a frota. A empresa também comunicou que os funcionários não receberam o crédito do vale-alimentação, previsto para sábado (25). Veja vídeo
As informações foram divulgadas pelo diretor da empresa, Rogério Constantino, em um vídeo publicado nas redes sociais da Turi. Segundo ele, a concessionária registra um déficit mensal de R$ 1,8 milhão em razão do desequilíbrio no contrato de concessão do transporte público relacionado à Câmara de Compensação Tarifária (CCT). De acordo com Constantino, a adoção de um subsídio seria uma das alternativas para garantir a continuidade das operações de forma estável.
Durante a gravação, o diretor também afirmou que a Turi não possui débitos com a Cooperseltta, cooperativa que integra o sistema de transporte público de Sete Lagoas. Segundo ele, a cooperativa cobra judicialmente um valor que considera inexistente e não assumiria o déficit da CCT, sob a justificativa de que seus custos operacionais seriam inferiores aos da empresa.
A manifestação da diretoria ocorreu após a divulgação da informação sobre uma nova paralisação das atividades da empresa, desta vez atribuída à falta de recursos financeiros. Em nota divulgada na tarde desta segunda-feira (27), a Turi afirmou que a intervenção realizada pela Prefeitura de Sete Lagoas não quitou as dívidas existentes no período.
Veja nota na integra
Risco de interrupção dos serviços
27 de Julho de 2026
A TURI informa que, neste momento, seus estoques de óleo diesel estão esgotados, mantendo a operação apenas com o combustível remanescente nos tanques dos veículos em circulação.
Além da dificuldade para aquisição de combustível, a empresa também enfrenta outras obrigações financeiras em aberto, incluindo despesas que permaneceram sem quitação durante o período de intervenção administrativa, o que agrava ainda mais a situação operacional.
Caso não haja uma solução emergencial, há risco concreto de interrupção dos serviços.
A empresa reforça que essa situação evidencia um problema estrutural do transporte coletivo de Sete Lagoas: a arrecadação proveniente exclusivamente da tarifa paga pelos passageiros não é suficiente para cobrir os custos reais da operação, tornando o modelo financeiramente insustentável.
Por isso, o sistema de transporte público municipal necessita, com urgência, de fontes complementares de financiamento, como subsídios já adotados em diversas cidades brasileiras, garantindo a continuidade e a qualidade de um serviço essencial à população, independentemente de quem seja o operador.
A TURI reafirma que permanece integralmente à disposição do Município para construir, por meio do diálogo e da cooperação institucional, uma solução definitiva para o transporte coletivo de Sete Lagoas. A empresa acredita que somente com a atuação conjunta entre poder concedente, órgãos competentes e operador será possível restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do sistema, garantir a continuidade da prestação do serviço e oferecer à população um transporte público sustentável e de qualidade.
Da Redação
Sete Lagoas Notícias
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