Foto: Divulgação - Vereadora ouviu esclarecimentos da diretoria do hospital
Da Redação*
O diretor técnico do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Felipe Massote, e os membros do Conselho de Administração Heber Moreira, Ivan Viana e Nilo Oliveira receberam nessa quarta-feira (30) a vereadora Marli de Luquinha e sua equipe para discutirem denúncia apresentada pela parlamentar na Câmara Municipal na reunião do dia 29 de novembro. No plenário, ela relatou que foi procurada por um médico que apontou problemas na maternidade, como falta de recursos para o atendimento aos usuários e falta de pagamento a funcionários.
A real situação do serviço foi exposta à vereadora, dando ênfase aos reflexos do que ocorre no cenário geral da saúde em todo o país, principalmente no que diz respeito às entidades filantrópicas. “Estamos vivendo uma crise generalizada na saúde e trabalhando para evitar, a todo custo, a falta de assistência”, disse Dr. Felipe.
Para isso, informou que um plano de contingência está sendo realizado em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde e com a Superintendência Regional de Saúde para garantir o atendimento a todas as gestantes que buscarem o HNSG. “Todas as decisões estão sendo tomadas com responsabilidade e obedecendo às normas técnicas, com a ciência e o aval das autoridades competentes, que estão envolvidas nesse plano de contingência”, completou o diretor técnico.
O presidente da INSG, Heber Moreira, reforçou a informação de que o corpo clínico tem sido um grande parceiro da instituição, diante desse momento de crise, e que todos os esforços estão sendo feitos para manter a qualidade assistencial e o atendimento integral aos pacientes.
Marli de Luquinha afirmou que sabe da responsabilidade da Irmandade e de seu corpo clínico, que estão fazendo além do que está a seu alcance para não deixar a população desassistida. “Temos que encontrar soluções e agir em conjunto para resolver essa situação. Vim aqui para me inteirar do problema. Sei da responsabilidade e da importância desse hospital”, disse.
A Maternidade Odete Valadares do Hospital Nossa Senhora das Graças é a única da região e possui credenciamento para atendimentos de alto risco. Dos cerca de 380 partos realizados todos os meses, metade é para pacientes residentes em Sete Lagoas. O restante representa procedimentos realizados em pacientes advindos dos outros 35 municípios que formam a microrregião. Entre essas cidades, apenas Pompéu, que possui maternidade própria, não utiliza os serviços de obstetrícia do HNSG, que são, em sua maioria (mais de 70%) para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
*Com informações do HNSG















