Foto: Divulgação - Nina Lucas denunciou problema de saúde pública na cidade
Da Redação*
A Reunião Ordinária dessa terça-feira (20) na Câmara Municipal de Sete Lagoas foi aberta à participação da população na tribuna. Entre os inscritos, a coordenadora da Associação de Protetores de Animais de Sete Lagoas (Aspa 7). Nina usou o espaço para cobrar do Legislativo ajuda para que a prefeitura interceda sobre a situação de animais abandonados na cidade. Na reunião ela divulgou também um abaixo assinado que circula na internet e que já ultrapassou as 1.300 assinaturas, em que são cobradas ações do poder público sobre o problema que ela garante ser “de saúde pública”.
A protetora divulgou que atualmente cerca de 600 animais resgatados das ruas estão em lares temporários. Essa é uma das justificativas para a cessão de um terreno para que seja construído um canil. De acordo com Nina, Sete Lagoas possui “15 mil animais de rua a mais do que a população suporta”.
“Parem um pouco para pensar na situação. Seis casos de leishmaniose em pessoas no último mês já foram registrados. Há um risco de epidemia humana de leishmaniose”, alertou.
Antes da reunião, Nina já havia alertado sobre o problema em reportagem veiculada pelo SeteLagoasNoticias.com.br (clique e relembre).
O primeiro parlamentar a se manifestar foi Ismael Soares (PP) que lamentou a não efetivação de propostas de sua autoria sobre o assunto. “Apresentei projetos para a construção de um cemitério e crematório público para animais, além de uma clínica municipal”, lembrou.
Renato Gomes (PV) afirmou que acompanha de perto “a luta, o sacrifício e determinação de vocês. O trabalho não é fácil”. Gomes opinou que “a castração é fundamental e necessária. Se não queremos a proliferação de animais abandonados e necessário que tenha medida de castração”.
Outro a destacar textos sobre o assunto foi Milton Martins (PSC) que teve aprovada na Câmara “a semana de proteção a animais. Outro projeto foi o que determina a remoção de dejetos por donos de cães. Que o Executivo tenha a sensibilidade que vocês têm. É questão de saúde pública e se não tiver providências estaremos com sérios problemas no futuro”, alertou.
O não cumprimento de leis já aprovadas foi o questionamento de Caramelo (PRB) que reforçou: “temos que lutar para que sejam efetivadas, tem punição, mas não pune. Temos que tentar fazer cumprir as leis”. O vereador sugeriu também que seja criada uma pauta única entre os protetores. “Tem uns que são a favor da castração e outros que são contrários. É preciso um consenso”, pediu.
Já Milton Saraiva (PP) lamentou que “pessoas querem ajudar, mas é difícil, há uma burocracia muito grande”. Marcelo Cooperseltta foi mais incisivo ao dizer que há “omissão do poder público”. O vereador defendeu também que a “a quantidade de animais de rua é consequência da população. É normal pessoas soltarem animais nas ruas”, criticou.
Dr. Euro (PP) pede a adoção de medidas preventivas. “O dono teria que ser obrigado a vacinar, fazer testes e exames”. Padre Décio (PP) deu fim ao debate ao defender a punição severa a quem for pego descartando animais. “Tem que ser punido”.
*Com informações da CMSL















