Os meses mais chuvosos do ano estão se aproximando e com eles, a preocupação por um velho conhecido: o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e da Chikungunya. Neste ano, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, Minas Gerais tem registro de aumento dos sorotipos 2 e 3 da dengue. Na prática, isso significa que pode aumentar o agravamento dos sintomas em pacientes que já contraíram a doença anteriormente. Ou seja, mais pessoas podem precisar de hospitalização e o número de mortes pode crescer.
“Há um aumento dos sorotipos 2 e 3 no estado de Minas Gerais, o que significa que, se a pessoa que já teve dengue, se contrair novamente por outro sorotipo, há uma possibilidade de agravamento do caso. Por isso, a gente capacita os profissionais de saúde e assistência em manejo clínico em como cuidar do paciente da forma adequada, identificar sinais e sintomas, fazer o protocolo apropriado e, muitas vezes, fazer a hidratação e o cartão de acompanhamento para retornar no quinto dia”, afirmou o subsecretário de Vigilância e Saúde da Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais, Eduardo Campos Prosdocimi.
Ainda segundo Prosdocimi, para além da capacitação, a estratégia do estado tem sido evitar a contaminação através de fiscalizações, blitzen educativas e conscientização da população sobre como evitar a proliferação do mosquito. “Fizemos investimos em repasse de recursos nos 853 municípios, totalizando R$ 210 milhões de investimentos para essa sazonalidade, incluindo a disponibilização de exames laboratoriais”, completou.
Neste sábado, em mais um dia D de combate ao mosquito, a pasta vai atuar, de forma simultânea, em 748 municípios mineiros, mas já nesta sexta-feira (28), realizou uma ação em uma escola municipal de Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde alunos foram premiados por terem feitos desenhos e redações sobre o tema.
“Temos que mobilizar toda a saúde, meio ambiente, limpeza urbana, toda a sociedade e empresários em prol desse movimento. Sempre vale dizer, cerca de 80% dos focos estão dentro de casa. Por isso, é fundamental o trabalho de mobilização, o trabalho comunitário, para evitar o foco de água parada dentro de casa, pois assim, com certeza, estaremos unidos e evitaremos o avanço da doença em nosso estado”, finalizou.
Vacina é um combate a médio e longo prazos, diz subsecretário
Mesmo com a oferta da vacina Qdenga, contra a dengue, esteja disponível para o público-alvo de 10 a 14 anos pela rede pública de saúde, os efeitos da imunização só serão percebidos futuramente, como afirma o subsecretário.
“A vacina, com certeza, no médio e longo prazo, nos trará um outro patamar de prevenção à dengue. Mas, infelizmente, o que a gente tem visto na prática é que o público-alvo, de 10 a 14 anos, muitas vezes toma a primeira dose, mas não retorna para tomar a segunda dose. Por isso, pais, levem seu filho, sua filha, à unidade de saúde mais próxima para atualizar a caderneta de vacinação com a vacina Qdenga”, alerta.
Até o momento, Minas Gerais aplicou 342.922 doses em 2024 e outras 370.187 doses em 2025. A imunização segue diretrizes do Ministério da Saúde, priorizando adolescentes de 10 a 14 anos. A ampliação para outras faixas etárias ocorre quando há doses próximas ao vencimento.
Uma nova alternativa de combate à dengue chegará às unidades de saúde brasileiras em 2026. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nessa quarta-feira (26/11), a primeira vacina em dose única contra a doença no mundo, produzida pelo Instituto Butantan em São Paulo.
Os resultados dos estudos da Butantan-DV mostram uma eficácia de 79,6% em casos de dengue sintomática e 89% em casos graves e com sinais de alarme. A vacina é tetravalente, ou seja, atua contra os quatro sorotipos da dengue.
Boletim epidemiológico de Minas Gerais
Até 17/11, Minas Gerais registrou 160.920 casos prováveis (casos notificados, exceto os descartados) de dengue. Desse total, 114.715 casos foram confirmados para a doença e 42 óbitos estão em investigação. Até o momento, há 138 óbitos confirmados por dengue no estado.
Em relação à febre Chikungunya, foram registrados 19.276 casos prováveis da doença, dos quais 17.019 foram confirmados. Até o momento, há 1 óbito em investigação por Chikungunya em Minas Gerais e 6 óbitos confirmados.
Quanto ao vírus Zika, até o momento há 60 casos prováveis e 27 casos confirmados para a doença no estado. Até o momento, não há óbitos confirmados.
Por O Tempo
Sete Lagoas Notícias
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